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21 outubro 2016

[Resenha] Aonde Quer que eu vá - @NovoSecilo

Nome: Aonde quer que eu vá
Autor(a): Beatriz Cortes
Páginas: 315
ISBN: 978-85-428-0801-8
Editora: Novo Século
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Saraiva, Submarino

O sonho da vida de Ester se realizou. A Confederação Brasileira de Ginástica a escolhe como representante nacional dos Jogos Olímpicos em Sydney,2000. Ester vivencia um paradoxo entre o caos de um campeonato mundial e seu amor incondicional pelo esporte, tendo que vencer seus próprios medos e conflitos longe da família. O pior acontece; a ginasta abalada volta ao Brasil, onde um reencontro inesperado renova sua esperança. Mas será o amor a força suficiente para mover não apenas seu corpo, mas todo seu coração?
Tocante e profundamente sensível, este romance irá te emocionar e te fará enxergar que a felicidade é possível mesmo diante das incompreensíveis surpresas do destino.
"Quando as palavras estão ocultas, o destino se encarrega de eternizá-las."

Assim como o título já sugere, a história de nossos protagonistas Ester e Bruno é embalada pelos Paralamas do Sucesso. Uma música que fala muito sobre destino, sobre a presença de alguém atrás das emoções sem que se faça necessária a presença física.E assim é o início deles ...

Ester é ginasta da Confederação Brasileira de Ginástica e vai realizar o grande sonho de qualquer atleta: competir nos Jogos Olímpicos. Juntamente com suas amigas Isabela e Gabriela dedicam-se ao máximo nos treinos e competições sob o pulso firme da treinadora Alexandra. Ester inicia competindo somente na trave, porém com o acidente de Gabriela, passa a competir também no solo, o que a deixa desconfortável pois não quer se beneficiar do drama da amiga. 


Ester está vivendo algo totalmente novo, sua avó está doente então seus pais não puderam acompanhá-la na viagem à Sydney, competir no lugar de sua amiga, a pressão por parte da técnica a deixam com os sentimentos e emoções à flor da pele. Como se já não bastasse todas essas circunstâncias, ao ir a um baile de máscaras promovido para os ginastas, Ester se depara com um novo sentimento que tumultua mais ainda seu já sensível coração.

Bruno é irmão de um dos ginastas brasileiros e conhece Ester no baile de máscaras. Ali se apaixonam e marcam a vida um do outro, porém como é psicólogo e tem seus compromissos de trabalho precisa voltar ao Brasil enquanto Ester fica em Sydney para a competição.

O que, mesmo sendo obvio, levanta a questão se eles realmente vão ficar juntos e quando. Deixando os leitores ansiosos.


'Aonde quer que eu vá' é o tipo de livro que complica a resenha (rsrs), são detalhes que devem ser descobertos apenas pelo leitor, qualquer informação a mais vira spoiler. E é uma história bonita, constante, afinal vai da Olimpíadas do ano 2000 até a de 2016, um livro que fala sobre amor, sobre o destino e como as pessoas se unem. Que a partir de determinado momento conta também a respeito das interpéries da vida e que superação é essencial para seguir adiante.

Esse livro foi uma cortesia da editora.

Beijos!

06 setembro 2016

[Resenha] No seu Olhar - @editoraarqueiro

Nome: No seu olhar
Autor(a): Nicholas Sparks
Páginas: 432
ISBN: 9788580415445
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Saraiva, Submarino

Filha de imigrantes mexicanos, Maria Sanchez é uma advogada inteligente, bonita e bem-sucedida que aprendeu cedo o valor do trabalho duro e de uma rotina regrada. Porém um trauma a faz questionar tudo em que acreditava e voltar para sua cidade natal, a pequena Wilmington.
A cidade também é o lugar que Colin Hancock escolheu para se dar uma segunda chance. Apesar de jovem, ele sofreu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Também cometeu sua parcela de erro e magoou mais gente do que gostaria. Agora está determinado a mudar de vida, tornar-se professor e dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve.
Colin e Maria não foram feitos um para o outro, mas um encontro casual durante uma tempestade mudará o rumo de suas histórias. Ao confrontar as diferenças entre os dois, eles questionarão as próprias convicções. E ao enxergar além das aparências, redescobrirão a capacidade de amar.
Porém, nessa frágil busca por um recomeço, o relacionamento deles é ameaçado por uma série de incidentes suspeitos que reaviva antigos sofrimentos. E quando um perigo real começa a se impor, Colin e Maria precisam lutar para que o amor sobreviva.
Com uma trama madura e repleta de emoções e de suspense, No seu olhar mostra que o amor às vezes é forjado em crises que ameaçam nos destruir e que o primeiro passo para a felicidade é acreditar em quem podemos ser.

Eu devo confessar que nunca havia lido Nicholas Sparks, o que é algo grave para quem se considera fã de romances como eu, afinal, ao lado de Nora Roberts, Sparks encabeça as listas de vendas desse gênero. São autores que apesar de escreverem sempre o mesmo segmento, conseguem escrever sobre diferentes cenários, tipos de personagens...muito versáteis.

Eu só conhecia os filmes baseados nas obras de Sparks, nomes conhecidos como ‘Querido John’, que francamente, é dramalhão demais para o meu gosto. E também ‘Um amor pra recordar’ (que inclusive eu tenho o DVD, coisa da época da adolescência, eu admito rsrs), que é dramático e sofrido, prato cheio para adolescente apaixonada e não correspondida,aiai. E justamente por conta de tanta lágrima eu não lia nada do autor.

Quando li a sinopse de "No Seu Olhar" achei interessante, diferente, que tinha tudo para dar certo e acertei na mosca: a história é muito boa.

A história é narrada pelos dois protagonistas Colin e Maria, alternadamente. Assim sabemos as particularidades de cada um, aos poucos vamos tecendo a personalidade de ambos e descobrindo os porquês  das atitudes, das posturas com relação à vida, à família. 


Maria é filha de imigrantes mexicanos, sua família sempre foi muito unida e isso contribuiu bastante para alguns valores que ela carrega atualmente. Por conta de alguns erros do passado, ela resolve voltar para a cidade de Wilmington.

Já Colin é completamente o oposto dela, problemático, com uma ficha criminal para lá de suja, Colin é um homem que tem sérios problemas de temperamento e ele luta diariamente para controlar esse seu lado ruim e por isso luta MMA. Porém, além disso, ele está em busca de uma vingança particular para acertar as coisas do passado, o que só vamos descobrir mais para a frente.

O primeiro encontro dos protagonistas é durante uma tempestade no meio da estrada, onde Maria está com problemas com o carro e Colin é o único que passa no momento. Ele a ajuda trocando seu pneu, mas de inicio ela morre de medo dele, com razão até. Depois disso, a vida de Maria vira de pernas para o ar, ela começa a receber bilhetes ameaçando a vida de sua família e fica quase impossível deixar o livro de lado, pois a curiosidade para saber quem é o autor dos bilhetes é grande demais.

Eu gostei muito da maneira em que eles se aproximam, gradativamente, sem aquele frisson todo que geralmente vemos em alguns romances por aí, onde mais parece que a atração/paixão entre o casal é ligada num interruptor e não convence nem um pouco. Colin e Maria despertam a nossa torcida, o nosso “aaaah, dá uma chance a ele!”. Colin não tem uma postura de achar que é maravilhoso demais, Maria não acha que é merecedora de menos...Eles só se completam, se entendem e eu acho ótimo quando o autor compreende que nem só de tumulto se faz uma boa história.


Até a parte policial/suspense do livro me surpreendeu e olha que acertei meu palpite a respeito da culpabilidade de um certo personagem praticamente na metade do livro e mesmo assim a trama não perdeu o encanto, pelo contrário, nos últimos capítulos cheguei a sentir friozinho na barriga, fui dormir bem depois do que devia por conta da curiosidade.

Gostei de tudo nesse livro, dos personagens, dos cenários, da trama em si, da mistura de diversas nuances em uma só trama, tem romance, suspense e investigação policial. Pretendo ler outros títulos desse autor para avaliar mais a fundo sobre sua forma de desenvolver histórias.

Resumindo, o autor é um excelente contador de histórias, dê uma chance pro Nick, pessoal.


Até. :)

Esse livro foi uma cortesia da editora.

30 junho 2016

[Post Coletivo] Leituras do mês - Maio/2016

Olá pessoal!
Vamos ao post de leituras do mês, demorou mais saiu, rs. Confiram quais foram as últimas leituras da equipe do blog:


Jorge

Número de livros lidos no mês: 3 livros

Melhor leitura do mês: A Fúria dos Reis, de George R. R. Martin, estou começando a achar que tudo que este homem escreve é incrível.

Pior leitura do mês: O Guia do Mochileiro Das Galáxias, não é ruim, porém entre os três livros que li este mês, ele é o mais fraquinho.

Outras leituras: Acho que é o único que falta né? O Oráculo Oculto de Rick Riordan.

O que esperar das leituras de junho: Melhorar muito, porque pelo amor de Deus, maio foi uma vergonha... A única certeza, é que vou dar continuidade à série As Crônicas do Gelo e Fogo, porque eu gostei muito do segundo livro que li mês passado.

Fernanda

Número de livros lidos no mês: 3 livros lidos e 1 incompleto.

Melhor leitura do mês: A Mediadora - O Arcano Nove.

Pior leitura do mês: Beijos Inflamáveis, não é ruim, porém não gosto muito de livros de contos/crônicas.

Outras leituras: O Diário da Princesa, O Circo Mecânico.


Milena

Número de livros lidos no mês: 1 livro

Melhor leitura do mês: A Árvore da Mentira

Pior leitora do mês: Errrr... não tive.

Outras leituras: Nada a declarar, rs.

Até a proxima! :)

21 maio 2016

[Resenha] A árvore da Mentira - @EditoraNovoSeculo

Nome: A Árvore da Mentira
Autor(a): Frances Hardinge
Páginas: 304
ISBN: 9788542807950 
Editora: Novo Século
Ano de lançamento: 2016


A MENTIRA TEM SEUS FRUTOS. E QUASE NUNCA SÃO DOCES.
Na inóspita ilha inglesa de Vane, em pleno século XIX, os Sunderlys desembarcam, atraindo atenções e suspeitas.
Quando o reverendo Erasmus, patriarca da família e proeminente estudioso de ciências naturais, é encontrado morto em circunstâncias obscuras, sua fi lha, a jovem e impetuosa Faith, está determinada a desvendar o mistério. Para isso, precisará de coragem não apenas para confrontar dolorosos segredos mas também para desafiar as implacáveis tradições da sociedade em que vive.
Investigando os pertences do pai em busca de pistas, ela descobre uma planta estranha. Uma árvore que se alimenta de mentiras sussurradas e dá frutos que revelam verdades ocultas.
Quando a espiral das sedutoras mentiras de Faith fica fora de controle, ela compreende que as verdades estilhaçam muito mais.
Combinação de horror, romance policial e realismo fantástico, esta arrepiante história da premiada escritora britânica Frances Hardinge, autora de "Canção do Cuco", promete arrebatá-lo do começo ao fim.

Quando li a sinopse desse livro fiquei extremamente curiosa. Quando ele chegou fiquei extremamente ansiosa para ler. Quando comecei a lê-lo fiquei extremamente admirada. Em dois dias terminei e não me arrependi nem meio segundo. Arrebatador!

Antes de falar mais a fundo sobre o enredo é necessário reconhecer o talento de outros profissionais além da autora. Primeiro, os responsáveis pela diagramação deste livro: é incrível! A capa já te deixa bem ciente de que se trata de um livro sombrio, uma contracapa com sombra dos galhos, a escolha das cores, lindo demais! Segundo, o tradutor Caio Pereira que fez um trabalho brilhante, manteve o ritmo do suspense, sábias escolhas de palavras já que o livro se passa no século XIX, mas sem a linguagem rebuscada, embora na página 8 me deparei com um “ignominioso” que para mim, uma singela professora de Língua Portuguesa, causou um frenesi. Não foi à toa que este livro foi premiado com o Costa Book Awards 2016. 


Quanto ao enredo, trata-se de um suspense, com toques de fantasia. Temos a família Sunderly, que está rumo à ilha de Vane, na Inglaterra. O reverendo Erasmus é o patriarca, estudioso de ciências naturais e até então muito respeitado por suas descobertas científicas. Faith, sua filha mais velha, uma menina de 14 anos é quem movimenta a trama. Primeiramente por sua insatisfação com o seu lugar na família, não se conforma com o distanciamento do pai ao qual ela venera, não quer ser como a mãe, fútil e preocupada com as convenções da tradicional sociedade inglesa. Em menor importância que o irmão caçula. Faith sente-se deslocada e preterida, dessa maneira, começa a ouvir atrás das portas para obter as informações que tanto os adultos escondem. 


A partir da trágica morte de seu pai, Faith conhece "A Árvore da Mentira" ou como seu pai nomeou, a Árvore do Embuste. (Inclusive, a editora mandou muito bem, pois, junto com o livro mandou uma réplica da carta do reverendo explicando sobre a árvore). Uma árvore que misteriosamente se alimenta da escuridão e da mentira e que em troca, revela uma verdade a qual aquele que comer do seu fruto anseia saber. Quanto maior e abrangente for a mentira, quanto mais pessoas forem enredadas, maior a revelação feita pela árvore. 
 
Quando o reverendo é encontrado morto, Faith envolve-se por completo com os encantos da árvore, já que não acredita que o pai tenha se suicidado como dizem. Sabe que foi assassinado e vai provar isso, não obstante quantas mentiras tenha que sussurrar para a árvore. Porém, as verdades reveladas não se pode escolher, Faith depara-se com dolorosas revelações a respeito de seu adorado pai e eu me enredei junto com ela, porque, meus amigos, as coisas se revelam com um time perfeito.


Se eu tivesse que resumir A árvore da Mentira em um único adjetivo seria: Original. Originalíssimo! Que livro instigante, inovador e surpreendente. Ele consegue atingir com louvor todas essas qualidades com uma linearidade por parte da autora que conduziu o suspense. Um livro constante, porém impactante ao mesmo tempo.

Até!
Esse livro foi uma cortesia da editora.

26 março 2016

[Post Coletivo] Leituras do mês - Fevereiro/2016

Oi pessoal! 
Sei o mês está acabando, mas ainda da tempo de compartilhar com vocês todas as nossas leituras do mês, certo? Então vamos lá!


Jorge

Número de livros lidos no mês: 7 livros lidos.

Melhor leitura do mês: "I Am Malala", sem dúvidas Malala é a melhor pessoa do mundo. Lutando pelos direitos da mulher no país em que nem voz elas possuem.

Pior leitura do mês: "Alvo em Movimento" , é um livro do Cânone de Star Wars, mas não acrescenta nada de interessante para série, é legal e bem divertido de ser lido, mas faltou incluir fatos importantes para o universo de Star Wars. 

Outras leituras: "Sejamos Todos Feministas", "Feios", "Cidade dos Ossos", "Nicolau São Norte e a Batalha contra o Rei dos Pesadelos" e "Malala - A Menina Mais Corajosa do Mundo".

O que esperar das leituras de março: A minha meta é ler pelo menos 9 livros por mês, para dar certo com a minha meta anual de 110, mas este mês de Fevereiro faltou dois livros para alcançar a quantidade que eu queria, portanto espero que Março tenha leituras muito boas e que eu consiga tirar o atraso que foi em Fevereiro.

Fernanda

Numero de livro lidos no mês: Dessa vez não precisei do auxilio do skoob para saber quantos livros li, pois foi apenas um livro. Triste. Esperava ler um pouco mais esse mês, mas ta difícil essa vida.

Melhor leitora do mês: A única a leitura, o livro "Play" segundo da série "Stage dive".

Pior leitura do mês: Errrr....

Outras leituras: Prefiro não comentar.

O que esperar do mês de março: Que março seja melhor que fevereiro! Pelo menos tem sido, mesmo não tendo lido muitos livros até agora.

Milena

Número de livros lidos no mês: Série À flor da pele volumes 0,5, 1 e 2. Autora Helena Hunting

Pessoal, minha postagem está completamente defasada...eu precisei fazer uma limpeza geral no celular e no tablet e como só li ebook esse mês, não me lembro tudo o que li. Só lembro que li uma série de 3 livros, chamada Série À Flor da Pele. Fala sobre duas pessoas muito traumatizadas que começam um relacionamento que tem tudo para dar errado, dois sobreviventes de tragédias distintas. Achei a contagem dos livros meio estranha, começa no livro 0,5 quando os protagonistas se conhecem, depois o volume 1 e o volume 2. E já estou desesperada porque descobri que são ao todo 5 livros! Olha eu toda enrolada de novo com essas séries gigantes... Mas, os outros não me recordo de jeito nenhum, até porque não tinha nenhum livro assim tão maravilha, afinal, foram facilmente esquecidos (Hahaha). Eu agora estou com 'Depois de Você', da Jojo Moyes, a continuação de "Como eu era antes de você", comecei faz pouco tempo, depois volto para contar.

Bjs. Até.

23 fevereiro 2016

[Resenha] Desejo Proibido - @editoraarqueiro

Nome: Desejo Proibido - Livro I
Autor(a): Sophie Jackson
Páginas: 416
ISBN: 9788580414509
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Amazon, Saraiva

Primeiro livro de uma trilogia, Desejo proibido é uma história de amor e redenção, de universos distantes que se aproximam e se fundem numa paixão avassaladora. Seu amor é proibido, mas não pode ser ignorado. Katherine Lane nasceu em berço de ouro. Filha e neta de senadores, a bela ruiva de olhos verdes e curvas perfeitas se formou em Literatura e surpreendeu a todos ao decidir dar aulas em uma penitenciária. Mas quando Carter, um detento inteligente e perigosamente sexy, desperta ao mesmo tempo a raiva e o desejo de Kat, ela é forçada a admitir para si mesma que a decisão de lhe dar aulas particulares pode ter sido motivada não pela generosidade, mas sim, pela crescente atração entre os dois. Embora a família e os amigos de Kat temam que a paixão destrua sua carreira e sua vida, tudo o que ela quer é ficar com esse homem que a faz sentir-se completa. Porém, Carter guarda um segredo que tanto pode unir seus destinos para sempre quanto afastá-los de uma vez por todas.

Lembram que na minha última postagem eu disse que esperava parar de ler romances? Pois, então, retiro o que eu disse, porque se todos forem como "Desejo Proibido", estou muito bem de leitura. E além do mais, o que tem me perseguido em diversos livros: Vol. 01! Mais uma série para acabar com a minha rotina de estudos, ai que sofrimento (rs)! Porém, tem final bem delineado, não é daqueles que deixa a gente com cara de besta 'ué,acabou?!' Até porque, pelo que pesquisei os volumes seguintes são sobre outros personagens que também estão na trama.

"Desejo Proibido" é um romance daqueles rasgados, sabem? Quer drama? Tem!  Quer humanidade? Tem também. Tem tantos elementos e ao mesmo tempo consegue ser direto, sem aquelas ladainhas chatas e voltas sem fim de alguns romances que já li.


A história narrada em 3° pessoa é sobre Kat e Carter, ambos com uma história de vida que podia os massacrar, mas, ambos, cada um a sua maneira, decidem reagir e transformar o que devia ser só lágrimas em uma história muito interessante de ser contada. Kat assistiu o pai ser brutalmente assassinado enquanto era apenas uma menina. Não foi morta, pois, milagrosamente é salva por uma outra criança que a força a se esconder e sobreviver. Dezesseis anos depois Kat já formada em Literatura Inglesa decide fazer a diferença assim como seu pai fez, o pai usou o cargo político para auxiliar os mais pobres, Kat quer usar o poder da palavra e do conhecimento, assim, contra a vontade da mãe e dos amigos, começa a lecionar numa penitenciária e é lá que conhece Carter. 


Confesso que assim que vi a capa já imaginei ser um daqueles romances eróticos repetitivos e nem me animei muito. Depois li a sinopse e achei bem interessante, quis ler só pra ver o nível da doideira que seria, primeiro porque eu sou professora e sei a encrenca com "E" maiúsculo que é o envolvimento amoroso entre professores e alunos, quis ver como que desenrolaria essa maluquice e segundo, porque de cara, quando li que Carter era um detento pensei logo que seria um assassino ou algo hard desse nível e fiquei MUITO curiosa com a manobra que a autora Sophie Jackson usaria para que os leitores criassem empatia por ele, o que é fundamental num romance. Enfim, ousadia pura da autora e olha que esse é o primeiro livro dela, achei ótimo como ela soube seguir adiante com esses tabus. Embora, o caso do Carter seja uma questão mais leve. E no mais, ele é um cara bem afetado pela infância conturbada que viveu, mas que é extremamente leal aos poucos amigos que possui e que não é tão inacessível assim como costuma se mostrar. 


Inclusive, uma única coisinha que me deixou insatisfeita com o personagem, achei meio forçada toda aquela coisa de ser super rebelde, quebrar tudo e tals. Pois quando ele ganha a condicional vemos uma personalidade tão diferente da que havia sido mostrada até então que chega a parecer outra pessoa, fiquei me perguntando para onde foi toda aquela brabeza dele. Só que como o cara é INTENSO, perdoei (rsrs)

Já a Kat é daquelas mocinhas que eu amo, sem melação, sem aqueles questionamentos que só fazem preencher página e não enriquecem em nada a história. Ela é decidida, firme e muito despida de preconceitos o que a meus olhos a faz ser incrível. Mesmo tendo presenciado a morte brutal do pai, apegou-se ao que podia fazê-la honrar a memória dele, lecionar para os detentos e contribuir para a mudança positiva de cada aluno. Kat se identifica com eles porque apesar de não ser trancada por grades e portões, não é livre. Tem os sentimentos enclausurados, a mãe está sempre tentando comandar sua vida, vive conflitos com ela mesma. Mas, tudo bem real, dá facilmente para nos colocarmos no lugar dela e ver que suas atitudes não são absurdas. Ela é uma mulher real, vivendo um conflito plenamente compreensível pela posição que ela ocupa.


Um ponto hiper positivo a meu ver é que o livro te faz pensar no: "E se fosse comigo?", será que seríamos tão verdadeiros quanto Kat e Carter? Porque eles são daqueles que discutem, não deixam para o fim do livro a roupa suja para lavar (rsrs) eu amei!!! Discutem, discordam e assim vão se entendendo e nos enredando nessa história. A autora foi muito feliz na forma como escreveu, firme, direta, sem enrolações, o que é maravilhoso já que são 416 páginas de Kat e Carter para a gente ler.

Eu fico muito satisfeita quando leio um romance assim, que caminha, que acontece de uma maneira que não nos cansa e que de água com açúcar não tem nada...tem suspiro para quem é de suspirar, tem pegada para que é de altas emoções e tem o que mais amo em determinados personagens: a humanidade, daquelas que te dá a sensação que a qualquer momento você pode conhecer uma Kat ou um Carter por aí. 


Esse livro foi uma cortesia da editora.

Até :)

18 fevereiro 2016

[Tag] 7 Pecados Literários


E aí, leitores?!
Hoje eu estou aqui por um motivo bem legal: minha primeira TAG ...êêêê !!!
Pesquisando pela internet encontrei uma TAG super legal no blog Tentando Ser Nerd e decidi fazer aqui também, o tema é os "7 pecados literários" rsrs. Vamos lá?!


01. Avareza: Qual o livro mais caro e o mais barato da sua estante?
Bem, o mais caro atualmente é "Guerra dos Tronos – As crônicas de gelo e fogo" - Livro 1, custou a bagatela de R$ 60,00 e o pior, ainda nem consegui ler. Isso enquanto não compro minha edição de colecionador do "Harry Potter", aquela que vem na maletinha, custam mais de R$ 300,00, aí esses serão os mais caros. Já o mais barato é O livro de "Julieta", em que uma jornalista espanhola fala sobre como é a vida com a filha que é portadora de síndrome de down, comprei esse na Bienal Rio 2015 e custou R$ 9,90.


  
02. Ira : Com qual autor você tem uma relação de amor/ódio?
Com a Jojo Moyes e vou explicar o motivo. O primeiro livro que li dessa autora foi 'Como eu era antes de você' e achei incrível! Já o segundo livro dela que li,  foi  'A última carta de amor', que na minha humilde opinião é muito fraco, arrastado, nada acontece! É daqueles livros que se passam simultaneamente em dois séculos distintos, o que é muito complicado se o autor não souber conduzir, esse foi o primeiro publicado pela Jojo. Eu dou graças aos deuses literários por não ter lido esse primeiro senão nem tentaria os outros dela de tão ruim que achei. Depois desse li Um mais Um, que está na minha lista dos 10 + e aí o amor voltou rsrs .Umas semanas atrás vi que ela tem mais uns  publicados e fiquei bem curiosa a respeito, vamos ver no que dá.


03.     Gula: Qual livro você devorou sem vergonha nenhuma?
Foi "Não Pare" e "Não Olhe", da FML Pepper... li os dois em pouquíssimo tempo, no período em que trabalhei na Bienal Rio 2015. Ia e voltava no ônibus lendo, lia nos intervalos do meu lanche, em qualquer hora e lugar. O terceiro li com mais calma, mas os dois primeiros, fiquei muito vidrada.


 4)      Preguiça: Qual livro você tem negligenciado devido à preguiça?
Que vergonha...justamente o mais caro da minha estante, Guerra dos Tronos Crônicas de Gelo e Fogo, mas a desculpa que tenho é boa rsrs. Na época que comprei, estava escrevendo uma artigo científico sobre literatura clássica para a faculdade, estava quase surtando. E esse livro é bem complicado porque são muitos personagens,mas muitos mesmo. Toda hora eu tinha que voltar na lista das casas reais que vem no início do livro para eu  relembrar quem é filho de quem , quem é pai de quem, tio e etc rsrs ficava muito perdida. Mas eu não desisti dele.


5) Orgulho: Que livro você tem mais orgulho de ter lido?
Sem dúvida nenhuma Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Marquez, ganhador do Nobel de Literatura...que livro incrível, muito denso, escrito de maneira magistral. É um livro complicado pois narra a saga de uma família ao longo de cem anos, onde coisas fantasiosas acontecem misturadas à realidade e o mais tenso: os personagens tem nomes repetidos, tem que ter muita atenção para não se perder no meio de todos os Aurelianos...muito bom. E ,meus queridos, eu podia ter pegado uma imagem na internet pois esse livro tem várias edições e capas, mas essa foto é o meu exemplar, que tem um valor sentimental gigantesco para mim porque eu ganhei da minha avó... edição de 1967! Tá amarelo, despencando, mas não troco , não vendo, não empresto...é uma ponte para a minha infância, sentada com a minha vó, falando de livros, cheirinho de café... 

6)      Luxúria: que atributos você acha mais atraentes em personagens femininos e masculinos?
Nos femininos sem dúvida alguma o que a minha vózinha chama de cabelinho nas ventas, AMO mocinhas brabas, aquelas que sabem o que quer, sem mimimi... e detesto as chatinhas choronas que ficam na indecisão eterna. Nos masculinos, a humanidade e o humor... e os não machistas também .


7)     Inveja: Qual o livro você gostaria de receber de presente?
Qualquer um edição luxo da Jane Austen... estética perfeita e escrita maravilhosa, ai ai...


Então é isso, espero que tenham gostado porque essa história de TAG é boa para relembrar o que já lemos, o livro que nos agradou, o livro que quisemos jogar pela janela...mas o importante mesmo é ler, não importa o que, que sigamos lendo bastante. 

Bjs.
Até!
 

17 fevereiro 2016

[Post Coletivo] Leituras do mês - Janeiro/2016

Hey, hey! 
Voltamos com a postagem de lidos do mês e dessa vez todos da equipe vamos participar! Esperamos gostem do post, com certeza faremos muito mais assim!



Fernanda

Número de livros lidos no mês: Bom, eu venho passando por um bloqueio literário desde o ano passado, mas posso dizer que mesmo não lendo muito no mês de Janeiro, minhas leituras foram ótimas! Totalizando 3 livros lidos e 1 incompleto.

Melhor leitura do mês: Definitivamente "O Conde Enfeitiçado" (Resenha aqui!), Julia Quinn é muito diva!

Pior leitura do mês: "Amante Revelado", mas só porque eu tenho que por algum livro nessa categoria.

Outras leituras: Para concluir o mês li "Sorria, você está sendo iluminado" (Resenha aqui) e iniciei a leitura de "Um beijo inesquecível" sétimo livro da série "Os Bridgertons".

O que esperar das leituras de fevereiro: Me livrar desse bloqueio e voltar para minha média de oito livros, o que até agora só concluir um, então posso ver que não estou tendo muito progresso.

Milena

Número de livros lidos no mês: Então, eu sou insone rsrs. Sofro de insônia crônica desde criança, assim sendo, fico de boas com 6 horas de sono. Aí leio até de madrugada, porque durante o dia é meio difícil.  Mas vamos ao que interessa : Foram 11 livros lidos.

Melhor leitura  do mês: ( me sinto escolhendo qual dos  meus filhos prefiro, haha) Ai...que dúvida cruel... "Destinado", da Carina Rissi, porque acho a escrita dela muito criativa e também porque a Carina não se perdeu na série, o que acontece com a maioria das outras.

Pior leitura do mês: Igualmente o livro 2 e 3 da série "Hacker", pelo oposto do motivo da melhor leitura.  Os autores decidem esticar as séries e se perdem completamente nos enredos, dá até vontade de largar a série, mas a curiosidade falou mais alto.

Outras leituras: "Cinco dias" - Julie Lawson Time, "Prometo falhar" - Pedro Chagas Freitas, "A aposta" - Vanessa Bosso (Resenha), "Segredos de uma noite de verão" -  Lisa Kleypas (Resenha), "O príncipe dos canalhas" - Loretta Chase (Resenha), "O último dos canalhas" - Loretta Chase (Resenha) e "Os príncipes encantados também viram sapos" - Megan Maxwell.

O que eu esperar das leituras de fevereiro: Espero parar de ler romances (hahaha) mentira, eu AMO romances, não posso ler uma sinopse açucarada que já quero ler, mas eu to querendo diversificar, quem sabe um drama... E estou com uma questão de honra de ler "Guerra dos tronos" livro 1, porque já comecei e parei umas 3 vezes. Porém, de qualquer forma, eu estou lendo bastante e isso é o que importa.


Jorge

Número de livros lidos no mês: 10 livros lidos.

Melhor leitura do mês: "A Luva de Cobre", o segundo livro da série "Magisterium", segue a mesma linha que o primeiro volume e é sensacional, é como ter a sensação de ler "Harry Potter" pela primeira vez, mesmo não sendo nada igual a série da J.K. Rowling.

Pior leitura do mês: "Esperando por Doggo", o livro não é de todo modo ruim, só coloquei aqui, porque dentre as leituras que fiz tive que escolher um.

Outras leituras: "Todos os Nossos Ontens", "The Hunger Games", "Minha Querida Sputnik", "Eu fico Loko 2", "Condão", "Espadachim de Carvão", "Simon vs. The Homo Sapiens Agenda" e "The Martian" (Resenha).

O que esperar das leituras de fevereiro: Eu espero manter a mesma quantidade e qualidade dos livros lidos em Janeiro.



Enfim, é isso! O que vocês leram? 
Queremos saber, deixe aí nos comentários!

Beijos! :)

05 fevereiro 2016

[Resenha] Segredos de uma noite de verão - @editoraarqueiro

Nome: Segredos de uma noite de verão - Livro 1
Autor(a): Lisa Kleypas
Páginas: 288
ISBN: 9788580414271
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino, Americanas

Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon... e descobre que o amor é um jogo perigoso. No primeiro livro da série As Quatro Estações do Amor, Annabelle sai em busca de um marido, mas encontra amizades verdadeiras e desejos intensos que ela jamais poderia imaginar.

Londres,1841. É nessa época que se passa "Segredos de uma noite de verão". Eu confesso que de início não me simpatizei muito pela nossa donzela Annabelle Peyton, minha veia feminista gritou um bocado (rsrs), mas tudo é questão de analisar o livro que temos em mãos e compreendermos o cenário em que a história contada se passa, que as coisas vão se assentando e gostei da história contada por Lisa Kleypas.

"Segredos de uma noite de verão" é o primeiro livro da série "As quatro estações do amor", publicada pela Editora Arqueiro. Seguida por "Era uma vez no outono", "Pecados no inverno" e "Escândalos na primavera". Cada um narra a história de uma moça casadeira: Anabelle, Evie e as irmãs americanas Lilian e Daisy. 


A amizade entre elas começa num baile onde nenhuma delas consegue um pretendente "adequado", então fazem um pacto para conseguir o marido ideal para cada uma delas, iniciando por Anabelle. E o fator que eu mais gostei nesse livro foi justamente esse, a amizade entre as meninas, que na ingenuidade de cada uma buscam ajudar umas as outras, mas a falta de experiência faz com que elas se metam em muitas situações inadequadas, tornando o livro bem divertido.

O contexto histórico e cultural da época onde se passa a história influencia e muito. O cenário que temos é Londres, século XIX. Onde título contava mais do que caráter e uma donzela sem dote estava praticamente condenada a dois possíveis destinos: ficar solteirona ou ser a amante sustentada.


Anabelle não é uma moça sem caráter, porém levava muito a sério essa questão de conquistar um título de nobreza através do casamento, frequentar o high society londrino e manter a pose, é claro. O problema é que ela é uma falida, não tem dote para fisgar um bom marido e possui um orgulho que vou lhes dizer, dá nos nervos. 

Anabelle prefere acabar como amante de um nobre do que casada com um cara como Simon Hunt, que é um  partidão mas não passa de um comerciante que através de muito trabalho, enriqueceu. Confesso que isso me irritou bastante, porque eu não compreendo essa lógica, mas enfim, o contexto é tudo nesse caso.


Simon Hunt é um comerciante que até frequenta as altas rodas e tem alguns amigos nobres, mas não faz questão alguma de agradar ninguém. Não vê a menor utilidade num título que não gera renda e não tem nenhum respeito por quem vive de aparências. Pois bem, romance de cão e gato é o que teremos!

Enquanto Anabelle persegue um nobre, Simon persegue Anabelle e aí é que está. Eles vão se envolvendo pouco a pouco e o que era um flerte e uma possível noite de luxúria se transforma. Por falar em luxúria... rsrsrs têm muita!!! Simon dá bobeira não rsrs (tem um momento em que ele diz: “ Me deixe mimá-la. Me deixe tomar conta de você. Você nunca teve ninguém em quem se apoiar,teve? Eu tenho ombros fortes,Anabelle!” ...eu reflito: Como Anabelle tem auto controle para rejeitar esse sujeito!!!)


Imaginem: uma donzela desesperada por um marido e três amigas doidas como ajudantes, um homem que não se dobra mesmo quando é desdenhado, uma festa em uma casa de campo que durará dias... isso tudo é apenas a metade do livro! O restante fica a cargo de vocês, pode confiar, vocês vão se surpreender.

Como sempre a editora caprichou na diagramação, a capa é linda, livro com páginas amareladas, bem revisado e a fonte no tamanho ideal para a leitura.


Esse foi o primeiro livro que li da Lisa Kleipas, confesso que no início não achei muito legal, mas a autora dá uma reviravolta muito boa na história e no final... amei o fim! A narrativa é bem construída, possui um bom ritmo e a escrita da autora é daquelas gostosas de ler, bem leve, deixando aquele gostinho de quero mais no final.

Resumindo: Estou lascada! Me apaixonei por mais uma série, que venham os próximos três volumes. Nunca mais vou conseguir estudar rsrs

 Até! :)

Esse livro foi uma cortesia da editora.

29 janeiro 2016

[Resenha] O último dos canalhas - @editoraarqueiro

Nome: O Último dos Canalhas
Autor(a): Loretta Chase
Páginas: 304
ISBN: 9788580414752
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino

O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.

Estamos de férias né, que maravilha, então aproveitei e larguei minhas apostilas de lado, comecei um livro do qual eu não sabia muita coisa e fiz uma excelente troca... Amei "O Último dos Canalhas", da autora Loretta Chase.

A respeito desse livro, eu só sabia que era um romance histórico, gênero ao qual eu só havia lido um livro até hoje, mas gostei demais. A Editora Arqueiro publicou dois volumes até o momento: "O Príncipe dos Canalhas", que traz a história de Jessica e Sebastian, o Marquês de Dain, porém mais conhecido como Lorde Belzebu. Inclusive este livro ganhou o prêmio de melhor romance histórico. Eu ainda não o li, mas fiquei curiosíssima, já será minha próxima leitura, passando a frente de outros títulos... Me apeguei nesse tipo de romance que vocês nem imaginam.


Em "O Último dos Canalhas", Jessica e Lorde Dain aparecem. Não é um fator que atrapalhe a leitura, mas se não quiser saber o fim da história  deles, sugiro que leia "O Príncipe dos Canalhas" primeiro.

Vere Mallory é o último dos Mallory - o último dos canalhas - o Duque de Ainswood. O prólogo narra o motivo do Duque estar tão avesso a afeiçoar-se às pessoas, já viu mortes demais em sua família. Inclusive de Robin, o sexto duque, filho de seu querido primo Charlie, a morte de um menino tão doce, mexe muito com ele, ao qual o próprio sobrenome já funciona como uma maldição: Mallory significa infeliz ou azarado. Mas no caso de Vere é só cretinice mesmo.


Lydia Grenville, a nada mocinha da história. Aliás, palmas para Loretta Chase que cria protagonistas maravilhosas. São mulheres a frente de seu tempo, que lutam por aquilo que querem, donas do próprio nariz e que não se rendem às imposições da época, Lydia é incrível!

Jornalista, Lydia escreve para o jornal Argus, além de matérias investigativas escreve também um folhetim ficcional que dá o que falar. É órfã e sua descendência familiar tem algumas particularidades que vocês só saberão lendo e o melhor de tudo,  Lydia tem uma alma boa, resgata meninas inocentes das mãos de uma perigosa cafetina e ainda por cima anda por todo o lado acompanhada de Susan, uma  cadela gigantesca da raça mastim, ou seja, Lydia é maravilhosa! Não se deixa abater e não admite que a governem. Daí vocês imaginam os confrontos desses dois explosivos personagens.


Eles se encontram da forma mais inusitada possível, enquanto Lydia está em uma perseguição e Vere a atrapalha completamente topando em seu caminho. Os encontros convenientes (e inconvenientes) são os melhores desses dois e acabam sendo os mais divertidos para o leitor.

Outros fatores que são positivos neste livro é a escrita leve e bastante divertida da autora, que usa expressões antigas e espirituosas, um toque de humor na medida certa. Um bom livro e romance fofo para passar o tempo, inclusive estou escrevendo esta resenha, esticadinha numa espreguiçadeira, de frente pro mar no litoral do Rio de Janeiro, céu azulzinho, mar mais azul ainda!

 bjs, queridos.
Até!

(Resenha escrita pela Milena)

09 dezembro 2015

[Resenha] Dez coisas que aprendi sobre o amor - @Novo_Conceito

Nome: Dez coisas que aprendi sobre o amor
Autor(a): Sarah Butler
Páginas: 256
ISBN: 9788581637778
Editora: Novo Conceito
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Amazon, Extra

Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

Eu me apaixonei por literatura muito cedo, muito nova, pouco tempo depois de aprender a ler,sou apaixonada por ela até hoje... e uma das coisas que eu mais amo na literatura (e me aflige ao mesmo tempo) é a capacidade de confronto consigo mesmo que um livro traz a cada um de nós. Acreditem, os livros me desafiam o tempo todo, como se tivessem o poder de dizer na minha cara: “Esse assunto te dói? Te deixa desconfortável? Então dê seu jeito de lidar com isso.” E por mais que me deixem pensativa demais, não desisto deles nunca, não obstante o nível do ‘dedo na ferida’.


Eu me senti assim, desafiada, ao ler a sinopse de ‘Dez coisas que aprendi sobre o amor’. Fala sobre a relação (inexistente) entre pai e filha que não se conhecem, ele sabe dela, ela não sabe sobre ele. Também não conheço meu pai,leitores. Nunca convivi com ele,nunca o vi, não sei sobre suas preferências, aflições e vida cotidiana, e ler sobre esse tipo de relação não estabelecida, mexeu comigo e com as minhas emoções, da maneira que só um livro pode fazer. Mas nem de estranheza consiste essa minha história, tive uma sorte que Alice não teve, a de se sentir pertencente a uma família maravilhosa, de ter um lugar meu, de amor, confortável e acolhedor.


Alice sempre se sentiu deslocada em relação à sua família. Não que fosse negligenciada pelos seus pais e irmãs, mas, algo muito similar ao desconforto fazia com que ela gostasse muito mais de viajar pelo mundo do que estar em família. Após a morte prematura de sua mãe sentiu-se ainda muito mais responsável pela infelicidade de todos, assim que teve idade passou a viajar, para os lugares mais distantes possíveis. As memórias na casa da família são fortes demais, a lembram o tempo todo das coisas que quer fingir que não existem.


Do outro lado da história está Daniel, morador de rua, com um passado que ninguém sabe qual é e na verdade, não se interessam em saber. Com a narrativa dele, vemos quão invisíveis essas pessoas que não tem um lar se tornam. Daniel tem um objetivo, conhecer a filha que concebeu com seu grande amor, mas não sabe quem é essa filha, onde encontrá-la e qual seria a reação dela ao descobri-lo.

Além do parentesco desencontrado, uma única coisa os torna semelhantes: a estranha mania de fazer listas de dez itens, sobre os mais diferentes aspectos da vida.


Alice é só, mesmo rodeada de pessoas. Daniel é invisível na multidão. O amor permeia essa história de uma maneira muito singular, numa linha tênue entre a segurança de uma mentira e a o desastre que pode causar uma verdade.

“ Você não pode sentir saudade de alguém que não conheceu. Mas sinto saudade de você.”

Esse livro foi uma cortesia da editora.


Até!

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