[Resenha] Dez coisas que aprendi sobre o amor - @Novo_Conceito

09 dezembro 2015

Nome: Dez coisas que aprendi sobre o amor
Autor(a): Sarah Butler
Páginas: 256
ISBN: 9788581637778
Editora: Novo Conceito
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Amazon, Extra

Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

Eu me apaixonei por literatura muito cedo, muito nova, pouco tempo depois de aprender a ler,sou apaixonada por ela até hoje... e uma das coisas que eu mais amo na literatura (e me aflige ao mesmo tempo) é a capacidade de confronto consigo mesmo que um livro traz a cada um de nós. Acreditem, os livros me desafiam o tempo todo, como se tivessem o poder de dizer na minha cara: “Esse assunto te dói? Te deixa desconfortável? Então dê seu jeito de lidar com isso.” E por mais que me deixem pensativa demais, não desisto deles nunca, não obstante o nível do ‘dedo na ferida’.


Eu me senti assim, desafiada, ao ler a sinopse de ‘Dez coisas que aprendi sobre o amor’. Fala sobre a relação (inexistente) entre pai e filha que não se conhecem, ele sabe dela, ela não sabe sobre ele. Também não conheço meu pai,leitores. Nunca convivi com ele,nunca o vi, não sei sobre suas preferências, aflições e vida cotidiana, e ler sobre esse tipo de relação não estabelecida, mexeu comigo e com as minhas emoções, da maneira que só um livro pode fazer. Mas nem de estranheza consiste essa minha história, tive uma sorte que Alice não teve, a de se sentir pertencente a uma família maravilhosa, de ter um lugar meu, de amor, confortável e acolhedor.


Alice sempre se sentiu deslocada em relação à sua família. Não que fosse negligenciada pelos seus pais e irmãs, mas, algo muito similar ao desconforto fazia com que ela gostasse muito mais de viajar pelo mundo do que estar em família. Após a morte prematura de sua mãe sentiu-se ainda muito mais responsável pela infelicidade de todos, assim que teve idade passou a viajar, para os lugares mais distantes possíveis. As memórias na casa da família são fortes demais, a lembram o tempo todo das coisas que quer fingir que não existem.


Do outro lado da história está Daniel, morador de rua, com um passado que ninguém sabe qual é e na verdade, não se interessam em saber. Com a narrativa dele, vemos quão invisíveis essas pessoas que não tem um lar se tornam. Daniel tem um objetivo, conhecer a filha que concebeu com seu grande amor, mas não sabe quem é essa filha, onde encontrá-la e qual seria a reação dela ao descobri-lo.

Além do parentesco desencontrado, uma única coisa os torna semelhantes: a estranha mania de fazer listas de dez itens, sobre os mais diferentes aspectos da vida.


Alice é só, mesmo rodeada de pessoas. Daniel é invisível na multidão. O amor permeia essa história de uma maneira muito singular, numa linha tênue entre a segurança de uma mentira e a o desastre que pode causar uma verdade.

“ Você não pode sentir saudade de alguém que não conheceu. Mas sinto saudade de você.”

Esse livro foi uma cortesia da editora.


Até!

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