08 dezembro 2016

[Resenha] Carry On: Ascensão e queda de Simon Snow - @NovoSeculo

Nome: Carry On: Ascensão e queda de Simon Snow
Autor(a): Rainbow Rowel
Páginas: 480
ISBN: 9788542808247
Editora: Novo Século
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Saraiva

Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros. 

Quando eu vi um livro chamado "Fangirl", cuja sinopse falava de uma fã apaixonada e um tanto viciada, me identifiquei horrores. De lá pra cá, Rainbow Rowell passou a fazer parte do hall de autores que leio sem nem saber sobre o que é o livro. Leio com a certeza que não só vou amar como me identificar. Entretanto, com "Carry On" foi diferente. Continue lendo para descobri mais sobre essa história tão aguardada.

Apesar de, com Rainbow Rowell, eu não fizer questão de ler a sinopse de qualquer uma das suas histórias, "Carry On" já era conhecida por mim e por todos aqueles que leram "Fangirl", uma vez que a história de um jovem bruxo chamado Simon Snow era o motivo de toda a fangirlagem da personagem principal e presença indiscutível na adolescência dela. Cath e a irmã dividiam não só a mesma data de nascimento, como também o amor pela série de livros da autora Gemma T. Leslie, e a autoria de uma fanfic dedicada ao universo bruxo mais famoso de todos os tempos.

Ao ler o livro "Fangirl", eu passei a ansiar pelo inicio dos capítulos para assim ter um vislumbre dessa história dentro da história, e ao que parece, Rowell também não conseguia deixar Simon e seus amigos de lado, então simplesmente nos presenteou com seu primeiro livro de fantasia.

Simon Snow é um bruxo órfão que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Ele está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Dito isso, provavelmente você deve estar de pensando, "eu já ouvi esta história antes" e sim, já ouviu mesmo, é que quando "Carry On" foi apresentado no livro "Fangirl" como uma espécie de Harry Potter trazendo toda a febre que o universo de J.K Rowling despertou no imaginário e vida de jovens no mundo inteiro. Mas se a sinopse da história parece uma cópia descarada da outra, o enredo vai mostrar que tem força e complexidades próprias. Os personagens podem ser facilmente relacionados com aqueles criados por Rowling, mas as motivações, os destinos e as personalidades não poderiam ser mais diferentes. E isso é o que torna essa obra única apesar da familiaridade com a outra, é uma desconstrução, uma leitura particular de um universo que todos pensamos já conhecer.

O começo do livro pode demorar a engatar, o Snow me cansava de uma maneira que o Potter só conseguiu fazer no quinto livro, além disso, o livro começa como se você já soubesse de tudo que está acontecendo, mas não é bem assim, então o começo é meio que você numa estação de metrô, você sabe onde está e o que deve fazer, só que ainda tá perdido ali no meio. Contudo, entretanto, todavia, tudo muda quando o Baz aparece. (AMOOOOOOOO QUEROOOOOO)


O livro é separado em quatro livros e um epílogo, sendo o primeiro apenas a apresentação do enredo e provavelmente aquele que mais se assemelha a Harry Potter, e também o livro mais parado, é nele onde vamos tentado entender o que está acontecendo e quem é Simon Snow, porque ele foi escolhido e porque ele é o pior escolhido que alguém já escolheu. Somente a partir do segundo livro que percebemos o quanto "Carry On" pode se sustentar como uma obra única, sem a influência de nenhum outro livro como parâmetro, nem mesmo de "Fangirl". Nessa parte da trama, os personagens vão ganhando corpo e mostrando quem realmente são quais suas motivações e histórias. Aqui há uma ruptura com o universo de Harry Potter ou ainda, uma representação sobre que outro caminho ele poderia ter seguindo, outras escolhas, outros aliados e inimigos e até mesmo o questionamento sobre o que é ser um escolhido.

Além de o livro ser dividido em “livros”, os capítulos são escritos sob os pontos de vista de diferentes personagens, isso nos permite conhecer a história por outros ângulos e amar ainda mais o Baz (não tenho um pingo de parcialidade em relação a ele, amo e irei defendê-lo).

A maneira como a Rowell desenvolve a trama faz como que você queira verdadeiramente conhecer os personagens, ouvir o lado deles da história. Para isso, ela usa de todas as ferramentas que pode, incluindo algo que me surpreendeu e depois da estranheza inicial, me encantou. As palavras tem um poder gigantesco e muitas vezes esquecemos isso, mas em "Carry On", somos lembrados de como coisas ditas podem criar vida, podem ferir e salvar, podem fazer toda a diferença. Rainbow nos apresenta os feitiços de maneira inovadora, cantigas antigas, musicas de ninar e ditos populares são traduzidos em magias, e apesar de isso parecer bem brega, depois que nos acostumamos passa a fazer todo o sentido do mundo.

Carry On" é um livro recheado de diálogos inteligentes, apaixonantes e divertidos. A autora desconstruiu todo o mito do "personagem escolhido", que já estamos cansados de encontrar por aí, e mostrou algo a mais. Apresentou-nos personagens incríveis, humanos e tão reais como nós, todos eles têm defeitos e qualidades, ações questionáveis ao mesmo tempo em que os sentimentos são criveis. Você fica querendo ficar com raiva de um ou outro, mas não consegue porque passa a entender suas motivações, até as piores. E no centro disso tudo estão Simon e Baz. 

Na primeira parte do livro, Baz não aparece, então a imagem que o leitor cria dele surge apenas com base no que Snow nos apresenta (Coisas horríveis. Baz é um vilão claramente). Já Simon é um garoto de 17 anos que é profetizado como o maior mago de todos os tempos, apesar d'ele se achar o pior mago que poderia ter sido escolhido, já que ele ama magia, mas não sabe como controla-la. Embora hoje tenha encontrado o seu lugar na Escola de Magia com a companhia de sua melhor amiga e aluna mais inteligente da sala, Penélope, e sua namorada (ex), Agatha, para viver os melhores dias da sua vida, o garoto tem um passado triste que no decorrer do livro é explorado, e é chave para muitas respostas. E mesmo com isso tudo, ele ainda precisa vigiar seu companheiro de quarto e arqui-inimigo, Baz, pois teme o que ele vêm tramando durante os 6 anos que os dois estudam juntos.

Baz é filho da antiga diretora da escola, que foi assassinada quando ele ainda era uma criança. Ele é bem popular em Watford e um dos motivos de Simon odiar seu colega de quarto, é por achar que Baz é um vampiro e está tentando sabotá-lo e planejando sua morte. O mundo mágico também está passando por uma guerra, onde o principal inimigo é o Insípidum, e o único que pode derrotá-lo, segundo a profecia, é Simon. 

Sinceramente eu não tenho condições de falar sobre o Baz e muito menos sobre o que Simon e Baz fizeram na minha vida, eu fiquei louca, apaixonada, desesperada. Fiz algo que há tempos não fazia e fui pra internet procurar fanfics (não achei nada que me satisfizesse), mudei o papel de parede do meu celular (coisa que nunca mexo) e até agora não consegui parar de pensar neles como MEU CASAL FAVORITO AMO DEMAIS QUERO SOU NÃO SEI LIDAR COISA MAIS LINDA.


Os outros personagens também são bem legais, com destaque para a divertida Penélope, a típica garota que você gostaria de andar no recreio, só queria que tivesse tido mais coisas sobre ela, e que o namorado dela aparecesse alguma vez. O Mago, diretor da instituição, que apesar de aparecer pouco é um elemento crucial para trama. E até a Agatha, a ex-namorada do Simon que foi muito odiada pelos leitores, mas eu consegui entender as ações dela, talvez não tenham sido as mais bonitas, mas foram verdadeiras.

O livro termina com um gostinho de quero mais, e se depender de Rainbow Rowell terá mais sim senhor, já que a autora disse em entrevista que provavelmente publicará uma continuação, então resta ficar no aguardo e torcer para que isso não fique só na promessa assim como ainda estamos torcendo para a continuação de Eleanor & Park. Ainda tenho esperança.

Se eu tenho uma resalva para fazer é que queria mais do Simon e Baz como casal, foi pouco, não me saciou. Mesmo eu tendo lido a cena do beijo mais de 10 vezes desde que li o livro (5 dias).

Agora não perca tempo, e vá ler "Carry On".


Esse livro foi uma cortesia da editora.


12 comentários:

  1. Achei muito bacana que a autora conseguiu criar um livro dentro do livro e depois tirá-lo de lá e contar sua história separadamente, ainda mantendo seus leitores e conquistando novos! É uma façanha pra poucos. Olhando a capa e o título, sempre esperamos um romance e quem não curte muito, nem lê. vou conferir ambos! ;)

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  2. Oi Taiany, sua linda, tudo bem?
    Nossa, sua resenha é uma declaração de amor ao Baz, risos.... Ficou muito fofa essa imagem da menina suspirando e sonhando, amei!!! Como sou fã eterna de Harry Potter, toda essa história de feitiços, magia, escola, já me ganhou, mesmo que em um primeiro momento tenha se baseado no Harry. Confesso que estou com vontade de ler mais esse livro do que o primeiro, depois da sua empolgação. Vou colocar na minha lista com certeza!!! Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.

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    1. Achou que dei pra perceber que eu já li tudo da Rainbow Rowell, e que amo os livros dela. Mas sim, EU AMO O BAZ E NÃO VOU ME CANSAR DE GRITAR ISSO PRO MUNDO rs

      Obrigada pelo seu comentário.

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  3. Ola!
    Admiro muito o estilo de escrita de rainbow, em todos os livros!! Esse livro, em especial, não me interessa muito... realmente não curti muito a premissa dele e não pretendo começar a ler. Fico feliz que tenha curtido, colocou até como favorito!!! Legal!
    bjss
    :)
    http://umavidaliteraria1.blogspot.com.br/

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    1. Isa tanta da uma chance, ou dizer que não era nada do que eu esperava, mas amei menina. XD

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  4. Olá
    Eu sempre tive curiosidade de ler esse livro mas nunca imaginei que seria esse o enredo, jurava que era romance.
    De qualquer forma eu gostaria de ler por se tratar de fantasia que é um dos meus gêneros favoritos.
    Adorei a resenha
    Beijuh

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    1. Também me pegou de surpresa o enredo, mas o que não falta é romance porque Baz e Simon são a coisa mais fofa do mundo. Leia porque acho que você não vai se arrepender.

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  5. Ao contrário de você, não curti o único livro que li da Rainbow até hoje, então fujo dos outros. Mas esse me interessou por ser de um gênero diferente, sou louca por fantasia e não posso ouvir falar de bruxo que quero ler. Amo livros com diálogos inteligentes e com personagens que conseguimos ver como reais, com qualidades e defeitos.

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    1. Qual que você leu e não curtiu?
      Puxa, amei tudo que li dela até hoje :/
      DE qualquer forma, dê uma chance para esse, é muito divertido e bem diferente do que ela normalmente escreve.

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  6. Oi!
    Acredita que eu nunca li nada da Rainbow Rowell? Tenho muita curiosidade mas ainda não tive tempo. Juro que eu não imaginava que esse livro fosse assim, pensei que seria algo mais parecido com os outros trabalhos da autora, e confesso que preferia que fosse assim, porque para mim vai ser impossível ler Carry On e não comparar com Harry Potter e, pior, com a certeza que Carry On está fadado a perder, já que sou uma potterhead assumida!
    Bjs!

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    1. Menina eu tb são potterhead, confesso que não começo rola uma comparaçãozinha, mas depois fica tão diferente que vc nem vê mais similaridades.

      AGORA COMO ASSIM VOCÊ NÃO LEU NADA DELA? Corre miga, cê tá perdendo uma ótima escritora ai.

      Obrigada pelo seu comentário.

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