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08 dezembro 2016

[Resenha] Carry On: Ascensão e queda de Simon Snow - @NovoSeculo

Nome: Carry On: Ascensão e queda de Simon Snow
Autor(a): Rainbow Rowel
Páginas: 480
ISBN: 9788542808247
Editora: Novo Século
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Saraiva

Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros. 

Quando eu vi um livro chamado "Fangirl", cuja sinopse falava de uma fã apaixonada e um tanto viciada, me identifiquei horrores. De lá pra cá, Rainbow Rowell passou a fazer parte do hall de autores que leio sem nem saber sobre o que é o livro. Leio com a certeza que não só vou amar como me identificar. Entretanto, com "Carry On" foi diferente. Continue lendo para descobri mais sobre essa história tão aguardada.

Apesar de, com Rainbow Rowell, eu não fizer questão de ler a sinopse de qualquer uma das suas histórias, "Carry On" já era conhecida por mim e por todos aqueles que leram "Fangirl", uma vez que a história de um jovem bruxo chamado Simon Snow era o motivo de toda a fangirlagem da personagem principal e presença indiscutível na adolescência dela. Cath e a irmã dividiam não só a mesma data de nascimento, como também o amor pela série de livros da autora Gemma T. Leslie, e a autoria de uma fanfic dedicada ao universo bruxo mais famoso de todos os tempos.

Ao ler o livro "Fangirl", eu passei a ansiar pelo inicio dos capítulos para assim ter um vislumbre dessa história dentro da história, e ao que parece, Rowell também não conseguia deixar Simon e seus amigos de lado, então simplesmente nos presenteou com seu primeiro livro de fantasia.

Simon Snow é um bruxo órfão que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Ele está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Dito isso, provavelmente você deve estar de pensando, "eu já ouvi esta história antes" e sim, já ouviu mesmo, é que quando "Carry On" foi apresentado no livro "Fangirl" como uma espécie de Harry Potter trazendo toda a febre que o universo de J.K Rowling despertou no imaginário e vida de jovens no mundo inteiro. Mas se a sinopse da história parece uma cópia descarada da outra, o enredo vai mostrar que tem força e complexidades próprias. Os personagens podem ser facilmente relacionados com aqueles criados por Rowling, mas as motivações, os destinos e as personalidades não poderiam ser mais diferentes. E isso é o que torna essa obra única apesar da familiaridade com a outra, é uma desconstrução, uma leitura particular de um universo que todos pensamos já conhecer.

O começo do livro pode demorar a engatar, o Snow me cansava de uma maneira que o Potter só conseguiu fazer no quinto livro, além disso, o livro começa como se você já soubesse de tudo que está acontecendo, mas não é bem assim, então o começo é meio que você numa estação de metrô, você sabe onde está e o que deve fazer, só que ainda tá perdido ali no meio. Contudo, entretanto, todavia, tudo muda quando o Baz aparece. (AMOOOOOOOO QUEROOOOOO)


O livro é separado em quatro livros e um epílogo, sendo o primeiro apenas a apresentação do enredo e provavelmente aquele que mais se assemelha a Harry Potter, e também o livro mais parado, é nele onde vamos tentado entender o que está acontecendo e quem é Simon Snow, porque ele foi escolhido e porque ele é o pior escolhido que alguém já escolheu. Somente a partir do segundo livro que percebemos o quanto "Carry On" pode se sustentar como uma obra única, sem a influência de nenhum outro livro como parâmetro, nem mesmo de "Fangirl". Nessa parte da trama, os personagens vão ganhando corpo e mostrando quem realmente são quais suas motivações e histórias. Aqui há uma ruptura com o universo de Harry Potter ou ainda, uma representação sobre que outro caminho ele poderia ter seguindo, outras escolhas, outros aliados e inimigos e até mesmo o questionamento sobre o que é ser um escolhido.

Além de o livro ser dividido em “livros”, os capítulos são escritos sob os pontos de vista de diferentes personagens, isso nos permite conhecer a história por outros ângulos e amar ainda mais o Baz (não tenho um pingo de parcialidade em relação a ele, amo e irei defendê-lo).

A maneira como a Rowell desenvolve a trama faz como que você queira verdadeiramente conhecer os personagens, ouvir o lado deles da história. Para isso, ela usa de todas as ferramentas que pode, incluindo algo que me surpreendeu e depois da estranheza inicial, me encantou. As palavras tem um poder gigantesco e muitas vezes esquecemos isso, mas em "Carry On", somos lembrados de como coisas ditas podem criar vida, podem ferir e salvar, podem fazer toda a diferença. Rainbow nos apresenta os feitiços de maneira inovadora, cantigas antigas, musicas de ninar e ditos populares são traduzidos em magias, e apesar de isso parecer bem brega, depois que nos acostumamos passa a fazer todo o sentido do mundo.

Carry On" é um livro recheado de diálogos inteligentes, apaixonantes e divertidos. A autora desconstruiu todo o mito do "personagem escolhido", que já estamos cansados de encontrar por aí, e mostrou algo a mais. Apresentou-nos personagens incríveis, humanos e tão reais como nós, todos eles têm defeitos e qualidades, ações questionáveis ao mesmo tempo em que os sentimentos são criveis. Você fica querendo ficar com raiva de um ou outro, mas não consegue porque passa a entender suas motivações, até as piores. E no centro disso tudo estão Simon e Baz. 

Na primeira parte do livro, Baz não aparece, então a imagem que o leitor cria dele surge apenas com base no que Snow nos apresenta (Coisas horríveis. Baz é um vilão claramente). Já Simon é um garoto de 17 anos que é profetizado como o maior mago de todos os tempos, apesar d'ele se achar o pior mago que poderia ter sido escolhido, já que ele ama magia, mas não sabe como controla-la. Embora hoje tenha encontrado o seu lugar na Escola de Magia com a companhia de sua melhor amiga e aluna mais inteligente da sala, Penélope, e sua namorada (ex), Agatha, para viver os melhores dias da sua vida, o garoto tem um passado triste que no decorrer do livro é explorado, e é chave para muitas respostas. E mesmo com isso tudo, ele ainda precisa vigiar seu companheiro de quarto e arqui-inimigo, Baz, pois teme o que ele vêm tramando durante os 6 anos que os dois estudam juntos.

Baz é filho da antiga diretora da escola, que foi assassinada quando ele ainda era uma criança. Ele é bem popular em Watford e um dos motivos de Simon odiar seu colega de quarto, é por achar que Baz é um vampiro e está tentando sabotá-lo e planejando sua morte. O mundo mágico também está passando por uma guerra, onde o principal inimigo é o Insípidum, e o único que pode derrotá-lo, segundo a profecia, é Simon. 

Sinceramente eu não tenho condições de falar sobre o Baz e muito menos sobre o que Simon e Baz fizeram na minha vida, eu fiquei louca, apaixonada, desesperada. Fiz algo que há tempos não fazia e fui pra internet procurar fanfics (não achei nada que me satisfizesse), mudei o papel de parede do meu celular (coisa que nunca mexo) e até agora não consegui parar de pensar neles como MEU CASAL FAVORITO AMO DEMAIS QUERO SOU NÃO SEI LIDAR COISA MAIS LINDA.


Os outros personagens também são bem legais, com destaque para a divertida Penélope, a típica garota que você gostaria de andar no recreio, só queria que tivesse tido mais coisas sobre ela, e que o namorado dela aparecesse alguma vez. O Mago, diretor da instituição, que apesar de aparecer pouco é um elemento crucial para trama. E até a Agatha, a ex-namorada do Simon que foi muito odiada pelos leitores, mas eu consegui entender as ações dela, talvez não tenham sido as mais bonitas, mas foram verdadeiras.

O livro termina com um gostinho de quero mais, e se depender de Rainbow Rowell terá mais sim senhor, já que a autora disse em entrevista que provavelmente publicará uma continuação, então resta ficar no aguardo e torcer para que isso não fique só na promessa assim como ainda estamos torcendo para a continuação de Eleanor & Park. Ainda tenho esperança.

Se eu tenho uma resalva para fazer é que queria mais do Simon e Baz como casal, foi pouco, não me saciou. Mesmo eu tendo lido a cena do beijo mais de 10 vezes desde que li o livro (5 dias).

Agora não perca tempo, e vá ler "Carry On".


Esse livro foi uma cortesia da editora.


12 outubro 2016

[Resenha] Nove Regras a Ignorar antes de se apaixonar - @editoraarqueiro

Nome: Nove regras a ignorar antes de se apaixonar
Série: Números do amor Livro 1
Autor(a): Sarah MacLean
Páginas: 384
ISBN: 9788580415049
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Americanas, Submarino

A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres.
E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para
cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato.
Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres.
Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.

"Nove Regras a Ignorar antes de se apaixonar" é o primeiro volume da trilogia "Os Números do Amor" da Sarah MacLean, publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro.

Nesse primeiro volume nós vamos acompanhar a história de Calpúrnia Hartwell, filha mais velha do conde e da condessa de Allendale, que aos 17 anos está no baile sendo apresentada a sociedade londrina. Usando um vestido que sua mãe dizia ser o auge da moda Callie não só se sentia "embalada feito um peru de Natal", como também não se orgulhava do nome estranho que tinha, nem da forma do seu corpo ou qualquer outra coisa que dissesse respeito a ela. Em meio a autocomiserações, consegue fugir e se esconder no jardim da casa onde acontecia seu baile de apresentação para a alta sociedade, ali é surpreendida pelo Marquês de Ralston, um homem charmoso e bonito sendo conhecido com um dos mais notórios libertinos de Londres. Mesmo constrangida por ter sido pega em fragrante, Callie não pode deixar de conversar com ele e se sentir encantada quando o marquês disse que seu nome fora o de uma imperatriz forte, linda e inteligente. Naquele momento Lady Calpúrnia acabava de se apaixonar, tendo minutos depois seu coração sido partido pela primeira vez ou avistar seu príncipe encantado trocando caricias com sua amante. Para sempre ela o amaria, mas sabia que jamais o teria.

Passados 10 anos, Callie agora com 28 anos sabe tudo sobre ser uma verdadeira dama, passou por todas as tradições, foi apresentada para a sociedade, e mesmo assim, continua solteira. Enquanto as jovens vão ao baile para dançar e se divertir, Callie fica sentada assistindo tudo junto das mulheres mais velhas e acompanhantes. E apesar de às vezes se sentir melancólica, ela é feliz. Até que escuta sua irmã mais nova, que se apaixonou no seu primeiro baile e vai casar com o homem que ama, discutir com o noivo sobre o que o futuro esperava para Calpúrnia. Pouco depois desse momento, tendo conversado com o irmão, Callie passou a refletir sobre sua própria vida, sobre sua escolha de sempre seguir as regras, que talvez a tivessem afastado um pouco de quem ela realmente era, sobre coisas que sempre desejou fazer e sobre o papel da mulher. Com isso, ela decidiu fazer uma lista de desejos, com nove itens que gostaria de fazer só pelo prazer de fazer.

1. Beijar alguém... apaixonadamente
2. Fumar charuto e beber uísque
3. Montar com as pernas abertas
4. Esgrimir
5. Assistir a um duelo
6. Disparar uma pistola
7. Jogar (em um clube para cavalheiros)
8. Dançar todas as danças de um baile
9. Ser considerada linda. Pelo menos uma vez

Sem querer perder mais tempo, Callie partiu em busca de realizar esses itens, e em seu caminho estava o Marquês de Ralston.


Gabriel St. John, marquês de Ralston, acaba de descobrir que tem uma irmã. Ele e o irmão não tinham nem dez anos quando a mãe os deixara e a seu pai que não resistira a tanta dor e acabara morrendo de tristeza (literalmente), mas ao que parece a mãe constituiu outra família e tinha tido uma filha. Juliana Fiori, filha de um mercador veneziano com muito dinheiro que lhe deixara todas as suas posses após sua morte, sem sobra de duvidas era irmão deles pois além de ter os olhos dos irmãos, era a imagem da mãe. Gabriel como o mais velho, agora era responsável por ela até que sua irmã se casasse, mas Juliana queria voltar para a Itália e continuar a viver a vida que sempre conheceu, mas após ser convencida pelos irmãos ela aceitou fazer uma tentativa, agora o marquês precisava encontrar alguém de caráter impecável para ajuda-la a ser tornar uma dama irrepreensível e apresenta-la na sociedade.

Callie precisava de ajuda com sua lista, Gabriel precisava de alguém para ajudar sua irmã, eles ainda não sabiam, mas o caminho dos dois iriam se esbarrar outra vez, e agora não havia como não se lembrar de cada detalhe.

"– Não me agradeça tão rápido, milorde – começou, hesitante. – Afinal de contas, como declarou com tanto tato, ainda não pedi meu pagamento.
 Ralston baixou os olhos para ela.
 – Percebi. Suponho que não vá revelá-lo agora, para podermos acabar com isso?
 – Temo que não. Mas tenho uma pergunta um tanto estranha, no entanto, se não se importar.
 – De forma nenhuma. Ficarei feliz em responder.
 Callie engoliu em seco. Reunindo coragem e tentando soar o mais casual possível, perguntou:
 – Pode recomendar uma boa taberna na cidade?"

Entre, ajudar uma moça de bom coração a enfrentar a maliciosa sociedade londrina, viver aventuras, quebrar regras e realizar seus sonhos mais secretos, Callie percebe que estar tanto tempo na companhia do marquês de Ralston pode ser a coisa mais perigosa e corajosa que já fez na vida.

A história é narrada em terceira pessoa e se passa em Londres, em 1823, onde somos apresentados aos costumes e normais da época, é nesse cenário que percebemos o teor feminista da série que de maneira sutil nos mostra que uma mulher pode fazer tudo o que quiser. Nove regras a ignorar antes de se apaixonar tem tudo o que amamos em um romance, uma história envolvente, diálogos espirituosos, humor, drama, sedução, e aquele algo mais que não sabemos nomear.

E se você ficou curioso com a história, aproveite e já adquira o segundo volume da trilogia, Dez formas de fazer um coração derreter, que contará a história de Nicholas St. John, irmão do marquês de Ralston, e o terceiro volume com a história Juliana Fiori, "Onze leis a cumprir na hora de seduzir". Sério, não tem como não amar essas histórias e se apaixonar pelos personagens.

Esse livro foi uma cortesia da editora.

Beijos!

21 fevereiro 2016

[Resenha] Ligeiramente Escandalosos - @editoraarqueiro

Nome: Ligeiramente Escandalosos - Os Bedwyn Livro III
Autor(a): Mary Balogh
Páginas: 288
ISBN: 9788580414547
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Extra, Americanas

Freyja Bedwyn é uma mulher diferente das outras damas da alta sociedade: impetuosa e decidida, ela preza a independência e a liberdade acima de qualquer coisa – até mesmo do amor.
Até que o destino lhe apresenta Joshua Moore, o marquês de Hallmare, um homem cheio de charme e mistério, dono de uma beleza estonteante e de uma reputação terrível. Quando ambos se encontram a caminho da pacata cidade de Bath, a química entre os dois é imediata.
Entre encontros e desencontros, conflitos e provocações, Joshua faz uma proposta inusitada: pede que Freyja finja ser sua noiva, para evitar que uma artimanha de sua tia o leve a se casar com a própria prima.
Para uma dupla que acha graça das convenções sociais, esta parece ser a oportunidade perfeita para se divertir. Mas a brincadeira acaba trazendo consequências inesperadas. Aos poucos, suas máscaras vão caindo e ambos se revelam pessoas bem diferentes do que aparentam.
Neste terceiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh se aprofunda ainda mais nos segredos e desejos dessa família incomum e extremamente sensual.

Freyja, Freyja, Freyja.
Na verdade,  a gente conhece a Freyja antes da série "Bedwyn" propriamente dita. Há dois livros iniciais e é no segundo (Um verão inesquecível) que pela primeira vez vemos essa moça de cabelos loiros e sobrancelhas escuras, que afugenta todas as suas preceptoras e não fica para trás por nenhum cavalheiro,  mesmo que esses possam ser seus irmãos.

Então temos essa jovem sem papas na língua e tão altiva quanto felina, mas que esconde de todos um coração partido  e é para não deixar essa dor transparecer, que nossa mocinha resolve viajar para a pacata Bath, mas o que ela não esperava era encontrar alguém que não tem medo de quem ela se tornou.


Joshua Moore a primeira vista é um homem leviano e inconsequente, no entanto, é só olhar mais de perto para perceber que a superfície não é tão branda como parece, e que esse moço despretensioso carrega nas costas não só uma família que depende dele, como também segredos dolorosos. Sensível,  divertido e encantador,  tudo aquilo que torna um romance algo gostoso de se ler.

"Ligeiramente Escandalosos" vem para mostrar mais uma vez que os Bedwyn não são só uma família,  são uma força da natureza e que apesar do nariz marca registrada deles que os mesmos fazem questão de manter empinados e em destaque, o coração desses irmãos é o que os torna o que são.


Além disso, as cenas em que a Freyja e o Joshua brigam e se engalfinham, só perde para as cenas onde eles desnudam a alma e se entregam ao amor. E quando eles se unem em torno de um objetivo, ninguém consegue parar esse casal, ops, talvez só alguém, o meu querido Wulfric (mas ainda falta para o livro dele). Os dois vivem causando confusão e criando polêmicas,  o pior é que eles sempre se divertem com isso, e enquanto o povo ainda tá assimilando as coisas,  eles já passaram para outra. É numa dessas que nosso mocinho propõem que Freyja finja ser sua noiva por algum tempo – só para evitar que sua tia o obrigue a casar com sua prima – ela aceita prontamente, isso também irá ajuda-la e dará uma movimentada nas coisas,  uma Bedwyn não nasceu para a vida pacata. Mas isso é romance né e a consequência geralmente é o amor.


Outros pontos altos do livro são as primas do Joshua e a interação dele com elas, quando os Bedwyn resolvem fazer uma visita, tudo fica melhor e mais divertido. Os personagens secundários são excelentes. Temos todos os irmãos de Freyja participando ativamente da história, assim como as esposas daqueles que já se casaram. Aí temos toda família de Josh, muita gente legal e divertida, e uma tia odiosa tentando atrapalhar tudo.

Uma leitura altamente recomendada para amantes de um bom livro. No fim, se não for pelo romance,  vale a pena ler pelas cenas hilarias entre os mocinhos. 



Esse livro foi uma cortesia da editora.

25 julho 2015

[Resenha] Ligeiramente Maliciosos - @editoraarqueiro

Nome: Ligeiramente Maliciosos - Os Bedwyn Livro II
Autor(a): Mary Balogh
Páginas: 288
ISBN: 9788580413939
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino

Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima.
Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor.
Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith.
Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora?
Neste segundo livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos conquista com mais um capítulo dessa família que, em meio ao deslumbramento da alta sociedade, busca sempre o amor verdadeiro.

Aí você está em uma diligência que sacode sem parar, ao lado de uma mulher digamos robusta, enquanto que do seu outro lado tem um homem que não perde a oportunidade de roçar alguma parte do corpo em você, além disso, o mal tempo faz com que a diligência vire. Isso te faz pensar que aquele não era seu dia de sorte, certo? Bom, para Judith esse definitivamente foi seu dia de sorte.

Judith Law é a filha do meio de uma família de cinco filhos, que por causa do filho mais velho e único filho homem, se encontram em problemas financeiros, fazendo com que uma das meninas tenha que ir morar com a tia insuportável, que fez um casamento vantajoso. É claro que sobra para nossa heroína, no entanto, antes de chegar ao seu triste destino, seu horrível meio de transporte lhe dá a oportunidade perfeita para ser quem ela quiser ser.

Quando ia a cavalo em direção à casa de sua avó, Ralf depara-se diante um acidente de trânsito, e como o cavalheiro que é, oferece ajuda, mas ao olhar a linda dama de cabelos vermelhos, vê-se hipnotizado, e em uma sucessão de eventos, eis que os dois acabam se tornando amantes, sem saber quem é um e quem é outro, aqui omissões e mentiras se misturam para tonar possível uma história de amor.

Mas todos sabemos que um dia a verdade sempre aparece, e nunca é de uma forma bonita, assim, enquanto Judith vive como uma empregada de luxo na casa da tia, suportando o tratamento desprezível da mesma e da prima, Ralf se descobre tendo que fazer a corte para uma dama que nunca viu na vida. Ahhhhh esse mundo têm um humor sádico mesmo, porque a referida dama não é nada mais nada menos que a prima da Judith e é assim, em meio uma tarde de chá que nosso casal apaixonado se reencontra, e não são corações que vemos nos olhos deles, são tristeza, espanto e amargor, ingredientes perfeitos para movimentar a história. Acrescente a isso, um primo lascivo, um irmão inconsequente, um baile com direito a apresentação de talentos e um roubo, e você tem uma ideia da confusão que acontece nesse romance.

O que eu amo nessa série é o fato de que mesmo os Bedwyns sendo esnobes e arrogantes, eles fazem tudo pelos seus. Se não fosse a interferência Wulfric, o irmão mais velho de Ralf e chefe da família, talvez as coisas não tivesse sido resolvidas tão rápido. E o que foi a Freyja tornando-se amiga da Judith pelo simples fato dela querer ir atrás do irmão sozinha?  Quer ser amiga da Bedwyns mais velha? Seja impertinente e não deixem que lhe digam o que você pode ou não fazer. xD

Acredito que a base do amor dos mocinhos tenha sido os momentos fortuitos, onde eles abriam o coração e eram verdadeiros um com o outro, mesmo quando a verdade doía. Eu simplesmente não sei como não amar essa história, que foi construída de maneira tão bem estruturada e concisa.  Mary Balogh é uma das minhas autoras favoritas, tudo que ela escreve vale a pena ler, não é a toa que a mulher ganhou o prêmio Rita de romances.

Quanto a essa série é preciso fazer algumas ressalvas, a Editora Arqueiro está publicado a série Bedwyn e outras mais de romances (palmas para ela), no entanto, ao que se refere a está em particular, houve uma exclusão que muito me incomodou, ou seja, eles estão publicado a partir do 3° livro.

Mas vamos do princípio, o primeiro livro da série Bedwyn se chama Uma noite de amor, aqui não aparece nenhum membro da família Bedwyn, o casal principal é a Lily e o Neville, depois vem o livro Um verão inesquecível, e agora sim, conhecemos esse clã tão intimidante, por fim, vem os seis livros dos Bedwyns cada um contando a história de um irmão (esses a Arqueiro está publicando), e ao final dessa série, a autora ainda escreveu uma espécie de spin-off conhecida como série das professoras ou Simply Quartet, que interliga vários personagens e dá um ótimo desfecho para algumas histórias. Então se você quiser fazer as coisas certas e ser maravilhado por essa série espetacular,  terá que ler 12 livros, mas vou te falar uma coisa, vale super a pena.

Eu li essa série faz alguns anos, e quando soube que a Arqueiro ia publicar pulei de felicidade, qual não foi minha tristeza quando vi que faltavam os dois primeiros. No entanto, ao ir num evento da editora esse ano, eles explicaram que estão tentando publica-los também, não aplacou minha dor, mas pelo menos eles deram uma explicação e não fingiram que os livros não existiam.

Vocês podem me perguntar “Taiany, faz diferença começar pelo "Ligeiramente Casados" (resenha aqui)?", sinceramente acho que não, você consegue sim entender a história começando por ele, mas, para compreender a essência dos personagens, a escrita da autora e como ela constrói cada enredo, devo dizer que faz toda a diferença do mundo. Dito isso, espero que todos que leram essa resenha corram atrás dos dois primeiros livros, não contem que eu falei, mas vocês podem achar no titio google, vocês sabem como.

Beijos, abraços, e ótima leitura.

Esse livro foi uma cortesia da editora!

22 dezembro 2014

[Resenha] Ligeiramente Casados - @editoraarqueiro

Nome: Ligeiramente Casados - Os Bedwyns # 01
Autora: Mary Balogh
Páginas: 288
ISBN: 9788580413212
Editora: Arqueiro 
Ano de lançamento: 2014
Comprar: Saraiva


À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar!. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página. 

Quando eu fiz esse post (link) falei sobre romances de banca que foram “transformados” em livros de “livraria”, pois bem, a próxima resenha é um claro exemplo disso.

Infelizmente, quando as editoras fazem essa transformação elas nem sempre acertam, Ligeiramente Casadas é na verdade o 3º livro de uma saga com 8 livros, acho que a confusão toda da editora está no fato dessa saga ser toda dividida. 

Os dois primeiros livros são quase introdutórios (apesar de serem uma das melhores histórias que li na minha vida e o primeiro tem uma temática que eu nunca tinha me deparado antes), onde eles em si começam justamente no terceiro livro, uma vez que o título da série é Bedwyn, e que cada volume será focado em um dos 6 irmãos Bedwyn. 

Mas para complicar ou deixar tudo mais delicioso, a autora ainda escreveu outra serie chamada Simply Quartet, com personagens das histórias anteriores e respondendo coisas que ela mesma havia deixado em aberto, ou seja, se você quiser ler tudo, com a editora publicando ou não, terá que correr atrás de 12 livros, mas vou te falar uma coisa...

...vale muito à pena.

Agora vamos ao livro.

Agora vamos ao livro.

Sinceramente, não há muito do que se falar do livro além do que aparece na sinopse, e apesar de ser um romance, você não verá juras de amor eterno e olhos brilhantes, pelo contrario, o livro começa falando de guerra e a relação do casal não é nada amorosa. 

Eles não se casaram por amor, eles se casaram por causa de uma promessa feita num leito de morte. Amargor e desconfiança são o que cercam essa história, tornando todo o processo de apaixonamento dos personagens algo crível, e acima de tudo, algo para o qual os leitores torcem. 

É preciso, contudo, fazer um adendo, com os Bedwyn deve-se esquecer dos mocinhos espirituosos, cavaleiros e galantes, apesar de ricos, eles estão mais para rudes do que refinados. Como se todo o dinheiro os desse direito de serem esnobes, esses 6 irmãos abusam do “poder” que o dinheiro pode comprar. Só que mesmo com tudo isso, o livro ainda é uma linda história de amor, onde mocinho beija mocinha, se casam e tem filhinhos.

Mary Balogh é umas das minhas autoras favoritas desse gênero, essas série é delícia na minha vida, lembro que fiquei meio louca na época que li porque tava difícil conseguir o último livro, e posso sem sombra de dúvida que estou...
...ligeiramente lendo tudo de novo.

Esse livro foi uma cortesia da editora!


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