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23 outubro 2017

Três adaptações de Orgulho e Preconceito que você precisa conhecer


Hey gente! Tudo bem?
Semana passada eu fui numa livraria que fica perto da minha faculdade e fiquei completamente fascinada com as edições de Orgulho e Preconceito que tinham lá. Com isso, assim que cheguei em casa fui procurar por edições do livro e acabei achando três adaptações muito legais que precisei vir aqui compartilhar com vocês!

Lost In Austen


Amanda Price é uma jovem inglesa suburbana com uma vida chatinha e um namorado que a trai e aparece bêbado para pedí-la em casamento. Seu refúgio é poder passar uma noite sozinha com uma garrafa de vinho, lendo e relendo Orgulho e Preconceito no sofá da sala. Até que ela começa a ouvir barulhos estranhos vindos do seu banheiro. Abre a porta… e enconta Elisabeth Bennet.

The Lizzie Bennet Diaries


The Lizzie Bennet Diaries é uma web série americana de comédia adaptada do livro de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, em formato de vlog. Ele foi criado por Hank Green e Bernie Su e as estrelas Ashley Clements, Mary Kate Wiles, Laura Spencer, e Julia Cho. E recentemente o Grupo Editorial Record publicou o livro da série.

Austenland


Essa última na verdade eu já conhecia e acredito que muitos aqui já devem ter assistido, mas vale a indicação mesmo assim.

Com mais de 30 anos de idade, Jane Hayes (Keri Russell) não consegue encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura de seu grande ídolo: o Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar ao Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem do seus sonhos pode se tornar uma realidade.

Alguém aqui já assistiu alguma dessas séries/filme? O que achou? Deixe aí nos comentários!

Beijos!

18 agosto 2017

#GirlPower - Livros com personagens femininos fortes


Hello people!
O feminismo é assunto que está bastante em alta atualmente e quando falamos de livros e comparamos personagens é impossível não notar a personalidade de alguns. Principalmente se forem mocinhas a frente de seu tempo. Eu particularmente amo quando leio um livro com personagens femininos que sabem o que querem e fogem de todo aquele clichê.

Pensando nisso, eu separei algumas dicas de leitura para quem também gosta de livros assim, então vem comigo para saber mais!

Elizabeth Bennet

Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa". O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroina irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.

Katniss Everdeen

Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura, Jogos Vorazes é o novo fenômeno da literatura jovem. Com um mote surpreendente, o livro, que está há mais de 85 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times e de outras publicações de prestígio dos EUA, ganhou elogios de Rick Riordan, Stephenie Meyer e outros formadores de opinião e rendeu à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time.
Ambientado num futuro sombrio, Jogos Vorazes é pioneiro de uma tendência que vem ganhando força no mercado de best-sellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos. Primeiro volume de uma trilogia, o livro narra uma luta mortal encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída sobre as ruínas de um lugar anteriormente conhecido como América do Norte. Com sua narrativa ágil e ousada, Jogos Vorazes foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem atraindo leitores de diversas faixas etárias.
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a Capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.


Helena Conway

Algumas vezes, o seu pior inimigo será você.
Outras, alguém para quem você abriu o coração.
Helena Conway se apaixonou.
Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.
Kit Isley é o oposto dela – desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu.
Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga.
Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz…
“Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio; sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente.”
Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas.
Se você não quer se viciar, não leia a primeira página. 

Tris

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


Hermione Granger, Gina Wesley

Conheça Harry, filho de Tiago e Lílian Potter, feiticeiros que foram assassinados por um poderosíssimo bruxo, quando ele ainda era um bebê. Com isso, o menino acaba sendo levado para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais, o terrível Lorde das Trevas.
O menino de olhos verdes, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais.

Quem já leu algum desses livros? O que achou?

Beijos! 

02 setembro 2016

[Resenha] Orgulho e Preconceito HQ - @editoranemo

Nome: Orgulho e Preconceito
Autor(a): Jane Austen
Páginas: 144
ISBN: 9788582862766
Editora: Nemo
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Amazon, Submarino, Americanas

Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família? Uma adaptação fiel e primorosa do clássico romance de Jane Austen para os quadrinhos.

Desde que li "Orgulho e Preconceito" pela primeira vez, me vi completamente apaixonada pelo mundo criado por Jane Austen, desde então a autora se tornou uma das minhas favoritas e quando a Editora Nemo lançou essa HQ eu fiquei completamente louca para ler.

Primeiro porque se tratava de "Orgulho e Preconceito", segunda porque nunca tinha lido nenhuma, ou seja, juntei o útil ao agradável e agora cá estou para falar um pouquinho dele.

“É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atrás de uma esposa.”

Para quem não conhece a obra (isso é possível?), "Orgulho e Preconceito" se trata de um clássico da literatura inglesa e o melhor livro da autora. Nele vamos conhecer um pouco mais da sociedade da época e nos deparar com uma família nem um pouco convencional para os padrões da época, os Bennet, composta pelo Sr. e Sra Bennet e suas cinco lindas filhas e claro, solteiras. Tendo como foco principal nossa mocinha, destemida e heroína, Elizabeth Bennet.


O maior sonho da Sra. Bennet é ver todas as suas filhas casadas com homens ricos e de boa índole, porém ela é tão obcecada por isso que chega a ser chata, de uma forma que enlouquece a gente. Entretanto, até que é compreensível, afinal de contas qual a mãe que não quer ver seus filhos com um bom futuro?

Mas nem tudo são flores e quando o Sr. Bingley chega a cidade a mulher quase tem uma sincope de tão eufórica que estava para apresentar suas filhas para o jovem rapaz, principalmente a mais velha, Jane Bennet que é um amor de pessoa e acredita a todo custo que um casamento sem amor não vale a pena..

Junto com o Sr. Bingley também estavam suas irmãs, seu cunhado e seu melhor amigo, também conhecido por suas atitudes e orgulho, o Sr. Darcy (♥♥♥♥). A primeira coisa que a mãe de Lizzie faz quando eles se encontram num baile da região é apresentar suas filhas para ambos, o Sr. Darcy, claro, acha aquilo de uma falta de educação enorme e logo trata de demostrar que não tem nenhum interesse em suas filhas.


Por outro lado o Sr. Bingley se mostra encantador pela beleza e ingenuidade de Jane Bennet. Eles ficam juntos quase a noite inteira e é fofo a forma como esses dois vão se apaixonando. O problema é que Darcy não quer seu melhor amigo com uma garota como Jane, o motivo aparente é apenas por ela ser pobre e a linhagem de sua família não ser lá essas coisas, mas vai entender né?

Conseguindo afastar o amigo de vez da Srta. Bennet, Sar. Darcy retorna para Londres junto com seus amigos e não entrando muito em detalhes, Elizabeth descobre todas as coisas que o Sr. Darcy fez, ela tenta de todas as formas reverter a situação, afinal, quer o bem de sua irmã, mas no meio de tudo isso, ela terá um contato maior com o homem causador disso tudo e ambos vão ser ver envolvidos num emaranhado de sentimentos que vão precisar aprender a lidar, caso contrário, nada terminará bem.


A edição do livro está maravilhosa, as ilustrações que Robert Deas contem traços suaves e na minha opinião não poderia estar melhor. Foi maravilhoso ver os personagens que tanto amamos desenhados de uma forma tão perfeita. Isso sem comentar que a história foi muito bem adaptada.

A única coisa que me incomodou um pouco e acredito que seja apenas porque não estou acostumada a ler HQs, é forma corrida como as coisas vão acontecendo, esse foi um dos motivos pelo qual demorei para concluir, quis ler de maneira pausada para poder apreciar melhor a leitura. 


Enfim, não tem como não amar o livro, afinal de contas é "Orgulho e Preconceito". Eu adorei a experiencia de ler essa HQ e já quero mais! Agora a única coisa que eu penso é em ler o livro novamente e me apaixonar pelo Sr. Darcy, de novo e de novo e de novo.

Esse livro foi uma cortesia da editora

Beijos!

30 setembro 2013

[Noticias] Bridget Jones retornará viúva no terceiro livro da série


A notícia de que a autora Helen Fielding matou o personagem Mr. Darcy no terceiro livro da série Bridget Jones provocou comoção entre os fãs nas redes sociais.
Em trechos de seu novo livro, "Louca pelo Garoto" (Mad About the Boy, no título original em inglês), publicados pelo jornal "The Sunday Times", a protagonista Bridget Jones revela em seu diário que Darcy - seu marido e pai de seus dois filhos - morreu cinco anos antes.
Darcy foi representado pelo ator Colin Firth nas adaptações dos dois primeiros livros da série para o cinema.

"Nãããão!"
A revelação foi recebida com indignação pelos fãs. "Nãããão. Não Mark Darcy!", escreveu Fiona Ufton no Twitter. Outra fã, Anne Robinson, acrescentou: "Mark Darcy está morto. Bridget Jones é uma viúva!! Isso é muita coisa para uma manhã de domingo tranquila". "Espero que isso não seja verdade", tuitou Ashley Elliott.
"Vi as notícias sobre a sequência de Bridget Jones, que vai sair no meu aniversário, e Mark Darcy está MORTO! Notícia horrível", disse Mairi Thomson.
Os questionamentos também foram direcionados à autora. "Uma palavra para Helen Fielding: Por quê?", escreveu Chloe Helen Lemmon. Outra fã, Becky Milborrow, questionou: "Que diabos Helen Fielding está fazendo no próximo livro de Bridget Jones?".

Outros sugeriram que o livro pode não ter a mesma aceitação dos anteriores. "Não tenho certeza se eu quero ler o terceiro livro de Bridget Jones agora!", escreveu Naomi Sharples.

A espera para saber o que aconteceu com o grande amor da vida de Jones não será longa. O livro será lançado no dia 10 de outubro no exterior, e a morte do mocinho inglês será contada em flashback durante a história. Entendemos que a essência continuará a mesma, mas a falta de um dos melhores personagens do mundo Jones certamente será sentida. “Mark Darcy morreu. Bridget Jones é viúva!! Isso é muita informação para um domingo preguiçoso”, disse uma usuária no Twitter. Já outra, escreveu “Sem muita certeza se ainda quero ler o terceiro livro agora”, demonstrando toda a falta de entusiasmo refletida por muitas fãs após o recebimento da notícia.

Fontes: Aqui | Aqui

25 setembro 2013

Cinco motivos para ler: Jane Austen

Esse texto foi originalmente postado no site Leitores Depressivos site da página do facebook Leitora da depressão, dou todos os créditos a equipe do site.


Um fascínio que completa 200 anos: Jane Austen

Pelo menos uma vez na vida você já deve ter ouvido falar em “Orgulho e Preconceito”, “Persuasão”, “Razão e Sensibilidade”, entre outros clássicos. Jane Austen é uma das autoras mais geniais que já existiram e vem inspirando amores há 200 anos. Se você nunca leu nenhum livro de Austen, prepare-se para quebrar paradigmas e romper todas as barreiras do preconceito literário. A partir de agora você terá no mínimo cinco motivos para conhecer a obra de Jane Austen.

"Jennifer Ehle e Colin Firth como Elizabeth Bennet e Mr. Darcy na adaptação mais famosa do livro “Orgulho e Preconceito”. A adaptação é uma série que foi produzida pela BBC em 1995.
Austen nasceu 16 de dezembro de 1775, em uma sociedade inglesa totalmente machista, e para se tornar escritora, teve que provar de diversas experiências e sacrifícios. É de suma importância ressaltar que Austen usou toda a atmosfera a sua volta para retratar a vida, principalmente da mulher inglesa, a sociedade da época e todo todo um contexto religioso, político e social em seus romances.Foi em 1795,  que após ter  tido sua primeira paixão,  Jane começou a escrever “Primeiras Impressões”, que foi rejeitado assim que ficou pronto. Determinada, revisou o livro e mudou o título para “Orgulho e Preconceito”, publicando com codinome de “A Lady”. Jane Austen desafiou a sociedade da época em um épico romance que contava a história de amor de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, mais precisamente , contava os desafios de um amor que atravessa os séculos.  Elizabeth Bennet, uma mulher extremamente inteligente e culta, pertencente a uma família sem muitas posses, numerosa e sem um herdeiro varão.  Elizabeth muitas vezes se provou mais sábia que suas irmãs, sua mãe, e até mesmo seu pai, por ser desinteressada materialmente e principalmente por não estar desesperada por casar-se.  Fitzwilliam Darcy, nosso famoso Mr. Darcy, um homem rico, de família nobre, orgulhoso, inteligente e…Apaixonante. Parece até clichê, não é mesmo? O homem rico, a mulher pobre, que se conheceram, se apaixonaram e viveram felizes para sempre. É nessa hora que todos se perguntam: Onde se encaixaria o  orgulho e o preconceito? E é aí, nesse exato momento, que Jane Austen excede as expectativas. Com  bom humor e uma ironia agradável, muitas vezes é disfarçada, de  forma perspicaz, a autora discorre em todo o livro. Lembram-se da história de amor? Essa mesma história fica evidente, mas não menos importante do que os retratos da época.

Matthew MacFadyen e Keira Knightley na versão cinematográfica de “Orgulho e Preconceito”, de 2005. Essa adaptação é diferente das demais e é mais conhecida fora da Europa e do Reino Unido.

27 dezembro 2012

[Resenha] Orgulho e Preconceito - @EdMartinClaret

Nome: Orgulho e Preconceito
Autor(a): Jane Austen
Páginas: 304
ISBN: 9788572326919
Editora: Martin Claret
Ano de lançamento: 2010
Comprar: Submarino, Saraiva
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

"Orgulho e Preconceito" foi o primeiro livro que li de Jane Austen, no entanto só depois da segunda vez que li, pude realmente dar valor ao livro maravilhoso que tinha em mãos e declara-lo como meu favorito.

Eu sempre tive um pouco de problema com clássicos da literatura, não porque achava a leitura cansativa, ou porque o livro se passa em uma época completamente diferente da nossa, e sim porque achava mei complicado o acontecimento de certos fatos na história.

"Orgulho e Preconceito" foi publicado no século XIX, mas apesar disso ele não possui uma linguagem muito diferente e foi um livro muito tranquilo de ser lido levando-se em consideração a época em que ele foi escrito.

Elizabeth é a segunda filha de cinco irmãs de uma família tradicional do século XIX. Sua mãe, uma mulher enérgica e muito dramática, é louca para casar cada uma delas, de preferência com maridos ricos.

Ela (Elizabeth) e sua irmã Jane compartilham tudo como grandes amigas que se tornaram ao longo dos anos. Vivendo num lugarejo da Inglaterra onde quase todos se conhecem, a família logo recebe uma notícia animadora por meio da própria Sra. Bennet. Um jovem muito rico, chamado Sr. Bingley, havia alugado a mansão em Netherfield Park, para se estabelecer durante uma temporada e o melhor de tudo é que ela solteiro.

Logo a Sra. Bennet fica completamente encantada com a ideia de ter uma de suas filhas casadas com o jovem, então, ela insiste em levar todos para um baile que não só marcaria a chegada do rapaz, mas também, a vida de toda a família Bennet. Principalmente a de Elizabeth, que acaba tendo seu orgulho "ferido" por Mr. Darcy, melhor amigo do Mr. Bingley, decide então que não irá nutrir nenhum tipo de sentimento por ele além de desprezo. E mesmo depois de um tempo, após a declaração (linda, tenho que dizer) que o Sr. Darcy faz para ela, Elizabeth percebe que sente muito mais por ele do que imaginava que poderia sentir. A primeira impressão nem sempre é a que fica, certo?

_"Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e a amo ardentemente."

Pra mim é muito complicado falar de um clássico, principalmente sendo ele de minha autora preferida, pois quanto mais gosto do livro, mais difícil pra mim resenha-lo. Porém, esse é aquele tipo de livro que precisa ser comentado e não só dizer se é bom ou ruim. Jane Austen  nos surpreende com essa história linda, e só digo uma coisa: leiam! E deixem-se encantar por uma bela história de amor.


21 julho 2012

[Resenha] A Abadia de Northanger - @EdMartinClaret



Nome: A abadia de Northanger
Autor(a): Jane Austen
Páginas: 280
Editora: Martin Claret
Ano de lançamento: 2010
Comprar: Saraiva
“Considerado o mais ligeiro e divertido livro de Jane Austen, A Abadia de Northanger conta a história da adorável Catherine Morland, jovem fascinada por romances góticos e possuidora de vívida imaginação. Em meio aos passeios e bailes da sofisticada sociedade de Bath (onde se depara com coqueteria, insinceridade, vaidades e intrigas) e à estada na Abadia de Northanger (onde se depara com os perigos de se deixar arrebatar pela imaginação), esta ingênua e íntegra heroína encontra o amor, bem como passa a conhecer melhor a natureza humana.“Por que não aproveitar o prazer de uma vez? Quão frequentemente a felicidade é destruída por tolos preparativos!”


Catherine Morland é uma jovem de 17 anos, não é nem a mais velha e nem a mais nova entre seus 10 irmãos e assim como eles não se destaca pela sua beleza, mas leva uma vida feliz no campo, no interior da Inglaterra.

Como sua família não tem muitas posses, Catherine pouco saiu de casa até cair nas graças dos Allens, um casal rico e sem filhos, que decidem leva-lá a um passeio a segunda cidade mais importante da época: Bath, que perdia apenas para Londres.

Os Allens e Catherine se enturmam rapidamente em Bath. A Sra. Allen encontra uma amiga da época de escola, a Sra. Thorpe e logo restaura a amizade, enquanto isso Catherine faz amizade com a sua filha mais velha e mais bonita Isabella Thorpe.

As duas tornam-se inseparáveis até o momento em que Isabella se apaixona pelo irmão de Catherine, e o irmão de Isabella se apaixona por Catherine, porém ele não é correspondido já que ela encontra-se perdidamente apaixonado por outro jovem que está na cidade, Henry Tilney.

Após algumas semanas em Bath, ela é convidada para passar algumas semanas com a família Tilney, que reside em uma abadia — A Abadia de Northanger.

Catherine é uma leitora assídua de romances góticos e sua imaginação foge do controle ao chegar em Northanger, pois tudo aponta que um crime foi cometido lá.

Diferente dos outros, "A Abadia de Northanger" não traz muito romance ou conflitos familiares que são presenças constantes nos livros de Jane Austen.  Esse traz um enredo mais assustador, e intrigante para época que foi escrito. Eu adorei a leitura, agradeço a editora pela cortesia. "A Abadia de Northanger" é um livro que realmente precisa ser lido por qualquer amante da literatura.



15 abril 2012

Jane Austen



O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove.

Anne Elliott, integrante de uma sociedade onde a mulher tem o casamento como obrigação social, encontra-se solteira aos vinte e sete anos de idade. Aos dezenove, chegou a receber uma proposta do Capitão Wentworth, por quem nutria profundos sentimentos de afeto e paixão, mas acabou sendo persuadida a não aceitar a oferta. Oito anos depois, o pai de Anne tem de mudar-se devido a problemas de ordem financeira, e a família decide deixar a casa antiga, encontrando moradores dispostos a alugá-la. Os inquilinos revelam-se como o Almirante e a Sra. Croft - sendo esta última a irmã do mesmo Capitão Wentworth por quem Anne foi, um dia, apaixonada. A reinserção do capitão em seu círculo social afeta a estrutura psicológica de Anne, incerta quanto à total supressão dos sentimentos nascidos há quase uma década.

Estava persuadida de que por maiores que fossem as desvantagens da desaprovação familiar e por pior que fosse a incerteza acerca da profissão dele e todos aqueles prováveis medos, atrasos e decepções, ela teria sido uma mulher mais feliz se mantivesse o noivado do que era tendo-o sacrificado.

Persuasão é uma obra de caráter introspectivo, a partir do qual as personagens não são tratadas em conjunto, mas sim como indivíduos dotados de dúvidas e imperfeições. Respeitando os limites de sua usual sensatez, não ousando pisar tão fora da sua zona de respeitabilidade e moderação, Jane Austen descreve cada um desses conflitos internos com agradável habilidade literária, permitindo que seus leitores tenham duas visões de cada cena: a primeira, externa e superficial; e a segunda, na qual são levados em conta os precipícios que habitam a alma de todos nós. Anne, a protagonista do romance, é capaz de despertar sentimentos simultâneos de compaixão e raiva. A sua atitude passiva e resignada, conquanto típica do meio social no qual se encontra, não raro a impede de vivenciar momentos de euforia e de decisão; é comum que Austen provoque seu leitor dizendo que Anne tinha grande desejo de fazer algo, mas era obrigada a suprimir seus ímpetos.

Ela o compreendeu. Ele não podia perdoá-la, mas não podia ser insensível. Embora a condenasse pelo passado e o julgasse com profunda e injusta mágoa, embora sem nenhum interesse por ela e embora começasse a gostar de outra, ele não conseguia vê-la sofrer sem desejar reconfortá-la. Era o que restava de um velho sentimento; era um impulso de puro, embora não reconhecido, bem-querer; era uma prova de seu coração ardente e terno (...)

Créditos: Aqui | Aqui 

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