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18 outubro 2015

[Resenha] A Mão que me acariciou primeiro - @BertrandBrasil

Nome: A Mão Que Me Acariciou Primeiro
Autor(a): Maggie O’Farrell
Páginas: 322
ISBN: 978-85-286-1669-9
Editora: Bertrand Brasil
Ano de Lançamento: 2015
Comprar: Submarino, Livraria da Travessa

Neste fascinante romance, Maggie O’Farrell nos apresenta a incrível história de duas mulheres separadas no tempo, mas com o mesmo destino marcado pela arte, pela maternidade e por inúmeros segredos. A mão que me acariciou primeiro é uma assombrosa investigação sobre como conduzimos nossas vidas, quem somos de verdade e como podemos estar profundamente conectados pelos mais prosaicos acontecimentos. 

“...Ellina e o bebê se aproximam da janela. Não deixam um só instante de olhar um para o outro. Ele pisca um pouco ante a luz forte, mas sem desviar o olhar, como se vê-la fosse tudo para ele. Elina se encosta na janela que dá para o jardim. Ergue o bebê até que a testa dele encoste no rosto dela, como que a dizer a ele o quanto é querido. Como que a recomeçar tudo do início.” 

Não, esse livro não é sobre a maternidade, embora seja esse o estopim para que as tramas dessa envolvente história desenrolem. Também não é sobre os efeitos bombásticos que dar à luz a uma nova vida causa sobre nós, mulheres (Falo com conhecimento de causa, pois sou mãe de um pequeno rapaz de 4 anos que transformou minha existência e passou a ser a luz dos meus olhos), na minha humilde visão esse livro é sobre quem somos de verdade, como agimos e reagimos quando coisas realmente grandes, como a maternidade nos acontecem.

A autora Maggie O’Farrel venceu importantes prêmios literários com sua escrita particular e em algumas críticas a essa obra especificamente importantes veículos do cenário literário dizem que a irlandesa Maggie ‘disseca’ a alma feminina através dessa obra...eu concordo.

Particularmente, esse livro foi um desafio, já que tenho uma pequena implicância com livros que retratam personagens centrais em épocas diferentes, praticamente já começo a leitura com o nariz torcido rsrs não sei por qual motivo, inclusive com autores que eu gosto muito, quando vejo passado, futuro e presente todos num livro só, contando histórias de pessoas distintas, em séculos diferentes já fico meio assim... Particularidades de leitora, vocês sabem como é. Demorei infinitamente mais do que o normal para ler, alternei com outros três, mas terminei e confesso, me ganhou.


Primeiramente pela escrita da Maggie, que é rica em detalhes, em diferentes nuances e até mesmo em ritmo, o que me faz aplaudi-la de pé porque alternar capítulos dessa forma variada sem se perder é de um talento, de uma habilidade incrível.

A história é alternada entre Lexie e Elina, Lexie inicia o livro como Alexandra, uma jovem de uma cidade do interior, em meados da década de 1950 é expulsa da universidade por se recusar a pedir desculpas por algo que não fez, assim , retorna à sua pacata família de muitos irmãos, onde claramente não se encaixa. Despretensiosamente conhece Innes Kent, jornalista, que é praticamente a representação de tudo o que Lexie quer para si, uma nova realidade, numa nova cidade, um desafio para a inspirada Lexie.

Lexie se muda para Londres, começa seu trabalho na Elsewhere como jornalista, escrevendo sobre arte e descobrindo o amor e suas desventuras com Innes. Porém, Elina descobre que Innes apesar de separado ainda é oficialmente casado e sua ex esposa não aceita muito bem esse fato, descobre também que ele é pai de uma menina envenenada com o ódio da mãe... e descobre a própria maternidade,pois, decide sem hesitação ter seu bebê sozinha.


Já a história de Elina inicia de forma angustiante, pois ela está sem memória, não se recorda do parto, dos três dias de dor para que o bebê nascesse, não sabe o motivo de ter apagado de sua memória fatos tão marcantes. Então fica a distorção, já que Elina que é retratada através de seus poucos vislumbres de memória, como uma mulher satisfeita com a gestação, com seu trabalho como pintora e com seu relacionamento com o namorado Ted. Aqui preciso pontuar: quando comecei a leitura fiquei entediada com os momentos de Elina, nada acontecia. E é aí que fica evidenciada a genialidade da escrita da Maggie: essa morosidade do ritmo de Elina é proposital, pra deixar bem marcado o vazio na mente dela, a angústia de não fazer ideia do que ocorreu com suas memórias e ter um bebê nos braços, que apesar de não saber como ele chegou, sente por ele um amor imenso. No mesmo passo que Ted, passa a ter lapsos de memória, visões do passado, tonturas e instabilidade emocional. Confesso que inicialmente, achei desnecessária essas alterações no Ted, mas, depois tudo se explica e se encaixa magistralmente.Fiquem atentos a isso.

"A Mão Que Me Acariciou Primeiro" é um livro de detalhes, tanto na maneira descritiva da escrita de Maggie O’ Farrell quanto na parte visual e tátil. A textura da capa é incrível, é macia, aveludada, parece o toque da mão macia da mãe da gente, já as páginas são um pouco ásperas, já que contam uma história nada suave... E o final, a forma como tudo se entrelaça e se revela, com tudo o que estava angustiante ficando bem acertado, é claramente a afirmação que a autora sabe muito bem o que estava fazendo o tempo todo. Palmas para a brilhante Maggie!

“E nos esquecemos porque é preciso esquecer.” (Matthew Arnold)

Até! :) 

Este livro foi uma cortesia da editora.

18 janeiro 2014

Um post recheado de novidades!

A editora Bertrand Brasil divulgou a capa de Coração Envenenado, romance sobrenatural de S.B Hayes e O segredo da floresta do pânico, terceiro e último volume da saga O Povo das Árvores, de Gillian Summers, ambos serão lançados no primeiro semestre. Confiram:


Desde o momento em que Katy viu aquele belo rosto observando-a de uma janela, nunca mais nada foi o mesmo. Onde quer que ela fosse, Genevieve também estava lá – na escola, com seus amigos e seu namorado, tentando roubar tudo o que era dela. Até mesmo a sua vida.


Após praticamente derrotar um elfo diabólico, Keelie Heartwood se junta com relutância a seu pai na Floresta do Pânico. Seus amigos “reais” se foram, seu pai está ocupado com as novas responsabilidades como Senhor da Floresta, e o recente romance dela com o sedutor Sean está em crise.
Enquanto isso, uma antiga questão, importante para a família de Keelie, atinge um perigoso ápice quando humanos e forças mágicas das trevas invadem o mundo encantado dos elfos.

03 julho 2013

Novidades Literárias

A  scholastic anunciou que iria publicar uma nova edição dos livros de Harry Potter, da J.K. Rowling, em comemoração ao aniversário de 15 anos de publicação do primeiro livro, Harry Potter and the Philosopher’s Stone (Harry Potter e a Pedra Filosofal). Os livros serão lançados nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, confira as capas já reveladas.



Capa e sinopse do sétimo livro da série As Aventuras do Caça-Feitiço, O Pesadelo



Após a viagem à Grécia, o cenário para O PESADELO é outra vez o Condado. Mas tudo mudou, e uma grande surpresa os aguarda: o que era para ser um simples retorno à terra natal se transforma em um pesadelo das maiores proporções. A fuga para a Ilha de Mona não sairá impune; afinal, o local não é deserto, e logo o trio descobrirá que há uma criatura nativa nada amigável.

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