Lançamentos da @editorarecord Catalogo - Abr/2015

26 abril 2015

Após sua estreia literária com O segredo do oratório, sucesso de público e crítica, Luize Valente volta a mergulhar, de maneira ainda mais surpreendente, na história de uma família de migrantes em Uma praça em Antuérpia. Com domínio da narrativa, que vai e volta do ano-novo de 2000 em Copacabana para os anos da eclosão da Segunda Guerra na Europa, Luize reconstitui a desgraça imposta pelo nazismo aos judeus, razão pela qual muitos deles viriam fazer a vida no Brasil.
Reunindo sensibilidade pelo drama humano e extensa pesquisa histórica, Luize retrata a chaga do nazismo na miudeza do cotidiano, na intimidade das famílias alemães e europeias, com bárbaros desdobramentos em Portugal, no lar de Clarice e Olivia, de onde a narrativa parte para ganhar o mundo e o Brasil. Acompanhamos a fuga de Clarice e seu marido, o pianista judeu Theodor, por grande parte da Europa, sempre um passo à frente da perseguição nazista, fuga que leva parte da família a cruzar o oceano. Como se não bastasse essa narrativa de tirar o fôlego, Luize presenteia o leitor com um final emocionante e totalmente inesperado.

Um romance passado no Rio nos anos 50, em plena afirmação do negro na sociedade.
As histórias – pois são muitas as vidas que se cruzam neste romance – começam no dia 17 de julho de 1950, quando a derrota do escrete brasileiro na Copa do Mundo motiva um assassinato absurdo, de fortes conotações racistas. O crime é discutido na roda do Café e Bar Rio Negro, epicentro da vida intelectual dos “homens de cor” na Capital da República, e onde somos apresentados a fascinantes personagens. A partir desse microcosmo da então capital da República, em que personagens da história brasileira, como Dolores Duran e Abdias Nascimento, se cruzam nas deliciosas criações ficcionais de Nei Lopes, percorremos uma década decisiva da cidade do Rio de Janeiro e da afirmação da cultura afro-brasileira. 




Raimundo Carrero lança o aguardado romance escrito durante a batalha contra um AVC que quase lhe tirou a vida.
Na madrugada de 18 para 19 de outubro de 2010, o escritor Raimundo Carrero – um dos mais premiados escritores brasileiros – sofreu um AVC, que o deixaria com o lado esquerdo comprometido. Ao retornar da UTI do hospital onde permaneceu durante 15 dias, sentou-se no computador para tentar transformar em literatura aquela experiência dolorosa. Quatro anos e diversos rascunhos apagados depois, por fim Carrero encontrou a forma literária que procurava. O senhor agora vai mudar de corpo é um breve e pungente romance, em que o escritor revisita momentos decisivos de sua vida passada a partir do terrível momento em que temeu perder definitivamente controle de seu corpo.


A autobiografia romanceada do autor do Prêmio Nobel de Literatura em 2014
Patrick e seu irmão são confiados a amigas de seus pais em Paris após a Segunda Guerra. Das mulheres responsáveis pelos dois meninos pouco se sabe além do que revelam os trechos de conversas entreouvidas por Patrick: que uma delas é uma pessoa triste e que a outra foi artista de circo. Isso e o fato de receberem as visitas frequentes de Jean D. e Roger Vincent durante o dia e de diversos visitantes noturnos. Nesse mundo intangível, os dois irmãos seguem de mãos dadas pela infância através da rue du Docteur-Dornaine e em meio a visitas a castelos, excursões a Paris, leitura de histórias de aventura, tardes ouvindo rádio — sempre à espera de que, um dia, alguém volte para buscá-los.



Novo livro da “trilogia essencial” de Patrick Modiano.
Em 24 de abril de 1933, dois jovens cônjuges se suicidam em seu apartamento em Paris. Naquela noite, eles teriam se encontrado com diversas pessoas e foram dançar. Trinta anos depois, o narrador tenta reconstruir a história deles, que parece se cruzar com a sua própria. Cada pergunta suscita outras, como um eco, ao curso de andanças fantasmagóricas por Paris, de lembranças que retornam à memória...
Remissão da Pena, Flores da Ruína e Primavera de Cão são histórias independentes mas formam a “trilogia essencial” da obra de Patrick Modiano.
• Patrick Modiano foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 2014 e foi ganhador de diversos outros prêmios na França, como o Goncourt e o Grand Prix du Roman da Academia Francesa.

Aos dezenove anos, numa manhã da primavera de 1964, o narrador encontra o fotógrafo Francis Jansen. Ele trabalha em Paris para uma revista norte-americana, foi amigo de Robert Capa, encontrava-se com uma mulher chamada Colette Laurent que agora o procura incessantemente, guarda todas as suas fotos em três maletas, e desaparece sem deixar vestígios.
Homem evasivo e misterioso, Jansen faz parte da galeria de tipos que, como só Patrick Modiano é capaz de descrever, prefere o silêncio e as reticências às palavras. O narrador retorna a bairros afastados, tenta reencontrar pessoas perdidas, e busca romper a camada de silêncio e de amnésia ao seu redor. As silhuetas lhe escapam; depois de trinta anos, os rostos já não estão nítidos. Ele deseja recuperar o passado, para que se torne algo além de fragmentos distantes e ausentes. Tudo lhe causa uma sensação de irrealidade. E é na busca do passado, de Francis Jansen e de tantos outros, que sua identidade é rememorada.

A vida e a obra de Sylvia Plath assumiram proporções lendárias. Educada na Smith College, uma faculdade particular de artes para mulheres, a escritora norte-americana manteve um relacionamento conflituoso com a mãe, Aurelia, e, após o casamento com o poeta Ted Hughes, foi absorvida pelo redemoinho da consagração literária. Seus poemas foram disputados, rejeitados, aceitos e, por fim, aclamados por leitores de todo o mundo.
Aos 30 anos, Sylvia cometeu suicídio enfiando a cabeça num forno enquanto os filhos dormiam no andar de cima, em quartos que ela vedara contra o gás venenoso. Ariel, uma coletânea de poemas escritos numa velocidade avassaladora durante seus derradeiros meses de vida, tornou-se um clássico moderno. Seu único romance, A redoma de vidro, passou a fazer parte do cânone literário, constando em listas de leituras para estudantes de vários países.
Nesta biografia a primeira a utilizar materiais recém-integrados aos arquivos de Ted Hughes na Biblioteca Britânica , Carl Rollyson nos apresenta uma Sylvia Plath poderosa, que abraçou tanto a baixa quanto a alta cultura para se transformar na Marilyn Monroe da literatura contemporânea.

Viajando a Edimburgo a trabalho, o francês Edgar Logan prevê uma temporada de iluminação e tranquilidade para traduzir os textos de David Hume, uma referência em sua vida. Mas, já na Escócia, Edgar conhece por acaso Harry Sanderson e sua cativante esposa, a artista Carrie. A partir daí, sua vida meticulosa passa por um turbilhão, e a viagem que se pretendia estritamente profissional ganha uma carga dramática à qual Edgar nunca se vira acostumado — na verdade, sempre evitara.
Após sobreviver a uma infância solitária e a um colapso nervoso na época da faculdade, Edgar agora segue seu instinto e tenta manter distância das emoções e da desordem. Enquanto isso, Sanderson — anárquico, paranoico e brilhante — se vê à beira de uma crise autodestrutiva. Atraído pelo casamento conturbado dos Sanderson, Edgar deve enfrentar seus medos mais profundos e seu crescente interesse pela encantadora Carrie. Quanto mais ele descobre os muitos segredos dessa família — e se dedica ao trabalho —, mais a viagem ganha ares de thriller. Edgar não é mais o mesmo homem: o turbilhão (do qual ele não sabe quando nem como sairá) já lhe deixou marcas indeléveis. Logo nele, que parece querer passar pela vida sem deixar assinatura, talvez apenas em sua profissão.
Inspirado na obra do gigante do Iluminismo David Hume, o título do livro se refere à capacidade de reconhecer um tom de azul mesmo sem nunca tê-lo visto, apenas intuindo sua existência a partir dos outros tons. Um sensível ponto de partida para um texto leve e irônico, que faz referências a Sócrates, Sartre, Freud, Piaget e Tolstói, entre tantas outras figuras consagradas. O Tom Ausente de Azul: Uma Aventura Filosófica é um retrato tocante, inteligente e espirituoso da implacável condição moderna: da ausência de fé ao flagelo do ciúme; da natureza fugidia da felicidade à capacidade humana de amar. 

Neste fascinante romance, Maggie O’Farrell nos apresenta a incrível história de duas mulheres separadas no tempo, mas com o mesmo destino marcado pela arte, pela maternidade e por inúmeros segredos. A mão que me acariciou primeiro é uma assombrosa investigação sobre como conduzimos nossas vidas, quem somos de verdade e como podemos estar profundamente conectados pelos mais prosaicos acontecimentos. 








Em um famoso discurso proferido em Hamburgo em 1953, Thomas Mann advertiu os alemães sobre o perigo de quererem voltar a almejar uma “Europa alemã”. E que muito menos catastrófico seria que conseguissem obter uma “Alemanha europeia”. Mas no rastro da crise do euro, foi justamente o que aconteceu. Com uma política “Merkiavélica”, brinca o autor em referência à liderança de Angela Merkel, a Alemanha se tornou hegemônica na Europa, tanto do ponto de vista político como do ideológico. Como líder econômica do continente pode ditar aos países da zona do euro as condições para a obtenção de novos créditos, incluindo o esvaziamento dos direitos de coparticipação dos parlamentos grego, italiano, espanhol e até mesmo do alemão.
Quais as consequências da polêmica política de contenção alemã para o equilíbrio de poder europeu? Que soluções são possíveis no conflito entre os arquitetos da Europa e os ortodoxos do Estado nacional? Como conciliar os imperativos da solução da crise e da democracia face ao risco-Europa? São essas as questões que Ulrich Beck aborda. E ele conclui que é preciso um novo contrato social europeu: um contrato que, através da própria ideia de Europa, garanta mais liberdade, mais segurança social e mais democracia.
• Ulrich Beck ficou conhecido por sua “teoria da sociedade do risco”, que sustenta que a atual distribuição de riscos é incapaz de dar conta das diferenças sociais, econômicas e geográficas da modernidade, o que acarretaria problemas em escala global muito mais difíceis de serem controlados.
• É um dos sociólogos mais respeitados da Alemanha e leciona em Munique, Londres e Harvard.

Uma obra que oferece ao leitor, em três volumes, uma ampla coletânea dos mitos gregos e romanos em versão romanceada.
“Hoje, As mais belas histórias da Antiguidade Clássica permanece como leitura valiosa não apenas para adolescentes, mas também para adultos. Útil para quem procura um primeiro contato com os mitos da Antiguidade clássica (sem a aridez habitual aos manuais de mitologia), as narrativas são também lidas com grande prazer e curiosidade pelos já iniciados, pois é antes de tudo obra de valor literário intrínseco, além de qualquer função didática que possa ter.” - Paula da Cunha Corrêa.
No primeiro volume estão reunidos “Metamorfoses e mitos menores”, a começar pelo mito de Prometeu, o mito hesiódico das gerações humanas e os relativos às origens das tribos gregas. Além destes, as histórias dos argonautas, de Héracles e os heraclidas, Teseu, Édipo e a guerra de Tebas.

Tancredo Neves: A noite do destino retrata a vida pessoal e, principalmente, a trajetória política do primeiro presidente brasileiro eleito após o regime militar. O jornalista político José Augusto Ribeiro, assessor de Tancredo Neves durante a histórica campanha de 1984, traz a público o resultado de mais de quinze anos de pesquisa. O leitor encontrará farto material bibliográfico, incluindo documentos do arquivo pessoal de Tancredo, fotos, entrevistas exclusivas e fatos ainda inéditos sobre esse líder nacional.






Os mitos da Grécia e Roma antigas estão entre as mais dramáticas e apaixonantes histórias de amor, guerra, heroísmo e traição criadas pelo homem. Seus personagens inspiram as artes e ajudam o homem a compreender a si mesmo: Ícaro voa perto demais do sol, Prometeu rouba fogo dos deuses, Édipo vive sua tragédia incestuosa.
Agora os apaixonados pela mitologia antiga têm em mãos um guia essencial. A famosa classicista Jenny March apresenta uma deliciosa compilação dessas histórias e conduz o leitor às origens, transformações e interpretações dos mitos que moldaram o mundo. Mitos clássicos é o guia fundamental para o estudo desses mitos e lendas inesquecíveis. 




Julio Cortázar e Omar Prego Gadea se encontraram pela última vez em 20 de janeiro de 1984. Eles haviam se conhecido dez anos antes, em um vernissage, em Paris. Em 1982, depois da morte de Carol Dunlop, companheira do escritor argentino, nasceu a ideia desta obra – “um livro muito doido”, segundo Cortázar. Os dois amigos combinaram, então, de escrever um texto “a quatro mãos”, sem temas proibidos. A conversa foi interrompida somente com o falecimento do autor, em 12 de fevereiro de 1984. • Em 2014, as comemorações do centenário de Cortázar geraram diversas matérias na imprensa e uma exposição no Instituto Cervantes do Rio de Janeiro. • Cortázar é um autor cult, que inspirou vários filmes, entre eles, Blow-Up – Depois daquele beijo, de Michelangelo Antonioni, e Week End, de Jean-Luc Godard. • É uma leitura imprescindível para os fãs do autor de O jogo da amarelinha, e para aqueles que estão começando a leitura. • Esta edição traz fotografias dos arquivos pessoais de Omar Prego Gadea, de Aurora Bernárdez, viúva de Cortázar, e do pintor e escultor Julio Silva, além de cronologia do escritor e texto crítico sobre suas obras póstumas. Palavras-chave: Julio Cortázar, Omar Prego Gadea, literatura argentina, literatura uruguaia, América Latina, crítica literária, entrevista, escritores

Um livro para aprendizes de mitologia, entusiastas do assunto ou qualquer pessoa que goste de uma boa narrativa.
De onde viemos? Por que as estrelas brilham e as estações do ano mudam? O que é o mal? Desde o princípio dos tempos, a humanidade vem respondendo a essas perguntas com histórias criativas, que já foram utilizadas pela religião, ciência, filosofia e literatura popular. Neste volume, Davis introduz e explica os grandes mitos mundiais, bem como as obras de literatura que os tornaram famosos, abordando, entre outros, o mesopotâmico Gilgamesh, o primeiro herói da mitologia; Aquiles e a Guerra de Troia; Stonehenge e os druidas; Thor, o deus nórdico dos trovões; e A vida e as grandes dificuldades enfrentadas pelo homem que se tornou Buda.
Sempre informal e instrutivo, o autor mostra por que as narrativas ancestrais sobre deuses e heróis continuam nos emocionando até hoje, em filmes, arte, linguagem e música.

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