A ANL e a Amazon no Brasil

20 agosto 2014

Resumo:
Com a chegada iminente da Amazon ao Brasil, a ANL (Associação Nacional de Livrarias, uma associação de classe) discute como levar adiante a Lei do Preço Fixo, onde as editoras estabeleceriam o preço máximo que as livrarias poderiam cobrar pelas obras. O medo é que as estratégias agressivas de vendas da Amazon quebrem principalmente as pequenas e médias livrarias, que já apresentam queda no faturamento desde 2012. Na França, onde a Amazon também começou a operar e em seguida foi promulgada a Lei que proibia descontos acima de 5% e frete grátis, o Amazon contra-atacou oferecendo o frete por 1 centavo, sendo destaque internacional.
A ANL cita diversos países onde já existe a Lei do preço fixo, como Alemanha, Bélgica, Dinamarca e Espanha (fonte).

Minha opinião:
Vejo um crescimento incrível do mercado de livros nos últimos anos: antes das compras pela internet, as recomendações de novos títulos também eram mais difíceis e as opções de locais para comprar, limitadas. Agora vejo uma leva de incríveis leitores e compradores, que tem opções e, quando tem pressa, vão a uma loja física. A vinda da Amazon beneficiaria principalmente a nós compradores, que temos que equilibrar o orçamento e as compras. A Lei do preço fixo estipularia na editora o preço máximo e impediria descontos como os que vemos no Submarino, Fnac, Cultura, prejudicando também essas lojas. A longo prazo pode ser benéfico, mas precisaríamos de um mercado maduro e mesmo as lojas físicas precisariam de um bom tempo para se adaptar: com a equalização da concorrência e os preços altos para todos, tenho certeza que haverá uma alta nos preços médios e, consequentemente, queda na demanda imediata.


Alguém já leu “A revolta de Atlas”, de Ayn Rand? Essa intervenção não lembra várias passagens do livro?

Um comentário:

  1. Eles querem proteger as livrarias físicas, mas não percebem que uma atitude como essa causaria o aumento do preço e a queda da compra de livros.
    As livrarias físicas têm é que comprar em grande quantidade para se tornarem competitivas; proibir quem faz bem porque você faz mal é, no mínimo, medíocre.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de agosto

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