[Resenha] Adeus à inocência - @Novo_Conceito

01 julho 2014

Nome: Adeus à inocência
Autor(a): Druscilla Campbell
Páginas: 270
ISBN: 9788581632766
Editora: Novo Conceito 

Ano de lançamento: 2013
Comprar: Saraiva


Madora tinha 17 anos quando Willis a “resgatou”. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos... Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?


Aos 17 anos Madora estava em um caminho sem volta, movida por más influências experimentava bebidas e drogas cada vez mais pesadas. Durante uma festa em que uma gangue de motoqueiros surgiu com anfetaminas ela tem uma má experiência onde sente que irá morrer – é quando Willis aparece em sua vida, trabalhando no exército ele a orienta em uma situação difícil e a “livra” da vida desregrada que levava até então, inclusive tirando-a de casa. Agora, 5 anos depois, eles vivem isolados em uma estrada rural depois de Willis ter sido expulso do exército (sob circunstâncias que revelam um pouco de seu caráter).

Já em Beverly Hills o jovem Django, 12 anos, criança curiosa, inteligente, filho de um dos grandes guitarristas do rock, é abalado pela notícia que seus pais morreram em um acidente de trânsito e que pelo testamento ele terá que viver com sua tia, Robin, na pequena cidade de Arroyo. Subitamente preso em uma cidade desconhecida, em uma escola com padrão inferior e alunos embrutecidos, longe dos amigos, Django só vê perspectiva em se tornar maior de idade e ir morar com o meio-irmão bilionário – filho do primeiro casamento de seu pai. É sobre essas divagações que ele conversa com Madora, ao encontrá-la por acaso após conhecer e antagonizar Willis.


Os temas mais fortes da obra são abordados gradualmente, sempre com citações indiretas primeiro, acostumando o leitor aos acontecimentos antes de expor o que está escondido, então nunca somos tomados de surpresa – exceto no final. Entre as polêmicas, podemos citar: cárcere privado, violência contra a mulher, maltrato aos animais, bullying e homossexualismo.


Aos poucos, “Adeus à inocência” forma um mosaico dos problemas da Califórnia moderna, onde egocêntricos são manipuladores e os crentes se deixam induzir cegamente. Um dos poucos passatempos de Madora é cuidar de animais selvagens ou abandonados (um coelho atacado por uma águia, um coiote, o pit-bull Foo). Aos poucos vemos nesses animais uma representação óbvia do que a personagem sente e do que ela é no íntimo, por mais que tente negar racionalmente – e é exatamente essa obtusidade compulsiva que torna a personagem interessante.


A Novo Conceito lança o livro com excelente qualidade, no tamanho padrão da editora que é muito confortável de segurar e as páginas levemente amareladas não cansam os olhos durante a leitura. A imagem da capa não é muito atrativa, nem mesmo condizente com o enredo, nesse sentido gostei muito mais da capa americana (mesmo que o cão de Madora, Foo, seja descrito como um pit-bull). Nenhum erro de digitação encontrado, parabéns para a revisão.


“Adeus à inocência” não é uma leitura leve, mas deve agradar a quem procura uma leitura emocionante e sem exageros melodramáticos.




Esse livro foi uma cortesia da editora!



Um comentário:

  1. Oi Jairo :)

    As crítica a respeito desse livro são bem negativas e mesmo que não totalmente, não me interesso por ele. Abraços!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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