29 junho 2012

[Resenha] O Livro do Cemitério - @editorarocco


Nome: O livro do cemitério
Autor(a): Neil Gaiman
Páginas: 336
ISBN: 9788579800122
Editora: Rocco - Ano de lançamento: 2010

Enquanto seus pais e irmã são impiedosamente assassinados por um misterioso homem chamado Jack, um bebê consegue escapar de seu berço e se aventurar pelo mundo. Uma série de coincidências, aliada a uma grande dose de sorte, salva o pequeno de ter um destino tão trágico quanto o de sua família. Este é o cartão de visitas de O Livro do Cemitério, mais nova obra do cultuado britânico Neil Gaiman. Ganhador da medalha John Newberry, a mais prestigiada premiação da literatura infantojuvenil norte-americana, o livro permaneceu na lista dos mais vendidos do The New York Times por mais de 50 semanas e chega agora às livrarias do país. 
Com um começo sombrio e violento, diferente do seu habitual, o escritor inglês provoca arrepios no leitor. A história do bebê sortudo e fujão começa quando ele chega à rua e sobe a colina em direção ao velho cemitério. Ele é perseguido pelo assassino de seus familiares, o homem chamado Jack. Já dentro do cemitério o neném conhece os habitantes do local. Fantasmas de outras épocas que vivem em suas covas e mausoléus e que por circunstâncias do destino são forçados a adotar e batizar o bebê, agora chamado de Ninguém Owens, o Nin, para salvá-lo do seu perseguidor.
Com ternura e talento, Gaiman narra as aventuras de Ninguém pelos caminhos do cemitério. Entre lápides e covas, junto a velhos fantasmas, almas penadas e até mesmo uma feiticeira enforcada, o leitor acompanha o crescimento de Nin, desde um pequeno bebê, até um jovem adolescente. Mas mesmo depois de todo este tempo a sombra do seu perseguidor ainda paira sobre o jovem. E o destino caminha para um embate final entre os dois, quando Ninguém descobre muito mais do que esperava sobre o mundo e as pessoas. 
Assim como fez em Coraline e Os Lobos dentro das Paredes, Neil Gaiman cria um mundo fantástico e fascinante, desta vez dentro de um pequeno cemitério. Ninguém e seus companheiros de cemitério são personagens adoráveis e mesmo os mortos são cheios de vida e alegria como raramente se acha em outros livros. Mais uma vez com o acompanhamento de luxo das belas (e sombrias) ilustrações de seu velho colaborador Dave Mckean, Gaiman apresenta um livro estupendo. E fica claro porque é um dos mais badalados escritores da atualidade. Com toda justiça.

Eu não sei muito bem como começar a falar desse livro...
Bom,até hoje li três livros do Neil Gaiman e o quarto está me esperando pra ser começado hoje à noite. Desses três que eu li,devo confessar que amei todos sem poder escolher um preferido,não,posso sim,até agora O livro do Cemitério é o que mais me encantou com sua suavidade e delicadeza ,nós conduzindo em um suspense que lembra muito os dos filmes ingleses.

Primeiramente devo dizer que adorei o nome Ninguém Owens para o garoto e até gostaria de colocar esse nome se tivesse um filho homem,mas acho que ele não entenderia se eu fizesse isso,então é melhor escolher um nome mais comum.

A descrição ou sinopse ou como se chame aquilo que vem escrito na orelha do livro é tão perfeita como só o Neil Gaiman consegue fazer,deixando o espectador ansioso e causando arrepios ao mesmo tempo.

Ao longo desse livro você cresce junto como o bebezinho que escapa por um triz da morte,mas descobre que a morte é uma bela Dama de Cinza,que os mortos também têm sonhos,tristezas e coisas pra contar,e principalmente,tirando uma citação do próprio livro,você descobre que “a aventura mais perigosa (...) é sobreviver.”

O livro começa de uma maneira sombria que pode desagradar algumas pessoas,no entanto,ao le-lo o que nos solta aos olhos é seu tom melancólico e inocente de criança,cuja a sobriedade não consegue alcançar. Ele nos conta a história de Ninguém Owens ou Nin ou Nimini para uma única pessoa ,se é que se pode chamar assim um Sabujo de Deus,um menino que cresce num cemitério criado por fantasmas dos mortos lá enterrados e protegido por um guardião ,que longe de deixar o enredo irrealista demais,nos apresenta uma humanidade em cada morto e tom de cinza presentes no livro.

Há também um presentinho a parte para os leitores,além das ilustrações primorosas,os epitáfios citados de algumas lápides nos fazem refletir sobre morte e vida de uma forma totalmente nova.

Por fim,devo dizer que pra quem nunca foi muito chegada em cemitérios e nunca entrou num,se sentir em casa no cemitério da Cidade Velha e surpreendente.

Dorme meu nenenzinho
Dorme até acordar
Quando crescer verá o mundo
Se eu não me enganar




4 comentários:

  1. Nossa adorei a resenha, o livro parece ser ótimo, estou morrendo de vontade de ler, e seu blog? é totalmente perfeito. Adorei e segui, caso queira conhecer meu blog fique a vontade e participe da coluna Mostre sua Estante, ficarei feliz.
    Um beijo
    http://livrodagarota.blogspot.com.br/

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  2. Olá Fernanda =)

    bom, ainda não li nenhum livro do Neil Gaiman, mas sempre ouço falarem super bem! eu já li Sandman, uma história em quadrinho feito por ele (que inclusive já escreveram sobre isso no nosso blog rs) e gostei muito! então acredito que os livros são bons também =)
    e a sua resenha só aumentou a minha vontade de ler rs gostei, parabéns

    beijos da Harley =)
    http://multinverso.blogspot.com.br/

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  3. Eu tenho muito interesse em ler algum livro do Neil Gaiman, mas os livros dele são tão caros! ):
    Gente, o enredo desse livro parece ser fantástico! Eu adorei a parte dele se passar num cemitério, estão acabando os livros que tenham esse aspecto mais sombrio. :/

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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  4. Olá, Fernanda.
    Que blogue lindo! Estou seguindo :)
    Bom, tenho de admitir que após sua resenha, estou completamente maravilhado por este livro.
    Do Neil li apenas um, mas é impossível negar o talento que ele possui de nos prender em suas estórias e, como bom admirador da literatura mórbida, não posso deixar de conferir este (que comprarei assim que puder).
    Obrigado pela dica.
    E como há braços, abraços.
    Caleb Henrique
    Viajante Literário

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